"Antes de mudar o mundo, mudar a gente. Ajuda pra caramba..." (Renato Russo)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Especial de fim de Ano: Os Blogueiros e seus Cônjuges


Depois de uma breve pausa nos trabalhos aqui no Ordem devido as demandas Natalinas, estou de volta com esse que será o último post de 2009.

Eu pensei em fazer um texto falando de renovação, de novas possibilidades e de todas essas coisas que a gente fala no fim de ano, mas me deparei com esse Post do Janela de Cima. A Beta falou tão bem do tema que achei desnecessário falar mais do assunto além de deixar o link.

Porém, a idéia do meu Especial de Fim de Ano partiu de uma antiga curiosidade que tenho e que tentarei matar agora.

Se você é blogueiro(a) e tem nomarado(a), é casado(a), tem amante ou qualquer coisa que o valha, continue lento. O Post é pra você!


Você deve saber como é a rotina típica de um blogueiro. A gente expõe uma idéia (muitas vezes até intima), recebe comentários, debate o tema, visita outros blogs, discute os temas dos mesmos, achamos coisas ruins, mas também coisas muito boas. Fazemos contatos, fechamos parcerias, conhecemos novas pessoas, somos criticados, admirados e, não raras vezes...

Assediados!

Se você tem um blog e, mais do que isso, “respira” na blogosfera irá concordar comigo. Mesmo que o seu leitor não saiba como você seja fisicamente, por vezes ocorre uma atração pelo que você escreve, por suas idéias, pela maneira como as expõe, sua simpatia em lidar com o público, enfim. Essa atração pode se transformar em admiração que por sua vez pode ser expressa através de comentários que, com maior ou menor intensidade, denotam um desejo genuíno de aproximação. Em outras palavras, não é difícil que o leitor tenha vontade de ter dar um pegas se apaixone por você.

Eu freqüento diversos blogs de opinião escrito por mulheres. Os temas vão de “escolha de sapato” até o “tamanho ideal da ferramenta do parceiro” passando por todo um leque de assuntos que revelam muito deste “universo feminino” que ainda é um mistério para os homens. Ora, é natural que se desperte uma vontade de conhecer melhor a mulher por trás das palavras. Claro que elas podem dizer melhor que eu, mas a julgar pelos comentários em seus blogs, ter que lidar com o assédio de leitores já faz “parte do trabalho”.

Vale lembrar, no entanto, que o assédio não ocorre somente com as mulheres. Muitos blogueiros também tem que lidar uma vez o outra com indiretas muitas vezes diretas das suas leitoras leitoras.

A questão é que muitos de nós, blogueiros, são casados ou têm algum tipo de compromisso. O foco do post de hoje é tentar saber a maneira como você relaciona o blog, a blogosfera e seu companheiro e como ele se relaciona com os dois primeiros.

Então, hoje, mais do que nunca, o espaço do Ordem é todo seu:

Como o seu blog e a blogosfera afetam (ou já afetaram) o seu relacionamento?

Em tempo, me desculpando pelo bordão, gostaria de mandar um Salve para:

Ao André do By Seyffert, pela jovialidade; Roberta Simoni do Janela de Cima pelos anos de amizade e pelo talento nato na lente e no teclado; a Kátia Ruivo, do Colcha de Retalhos, pelos ótimos posts e principalmente pela ótima iniciativa de fim de ano; a Luciana P. do Afrodite para Maiores, uma pérola da blogosfera recém descoberta; a Anna, Andréas, Mariana (por onde anda?) e Marie do Divã Rosa Choque, pelos temas variados e por aturar o “4º elemento”; a Vii do Dictum Et Factum, pelos temas pertinentes; a Lady do Pequeno Diário de Fracassos, pelo seu jeito peculiar de sempre enxergar a metade vazia do copo; a Amanda do Pingo de Gloss pelos textos que me fazem lembrar da época em que eu escrevia; ao Gui Pugliesi pela parceria recente; a Priscila pelas ótimas idéias sobre posts que eu acabo esquecendo (agenda 2010? Eu preciso!); a Mariana, que por anos foi uma das leitoras mais fieis (única) e que será sempre bem vinda; a Yaohanna companheira de jogo e leitora secreta; a Tatiana, minha garota, por ter me dado a idéia pro post mesmo sem saber e por me fazer acreditar que eu sou o cara mais sortudo do mundo...

E para todos que passam aqui regularmente, esporadicamente, que nunca passam, enfim...


Desejo a todos um 2010 melhor que 2009 em todos os sentidos, desde que para ser melhor, o seu ano não precise afetar o ano dos outros. Fechado?

Então FELIZ ANO NOVO!!

Valeu a presença! Obrigado!

I.A.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Me segue no Twitter?


Não, o título do post não é pra você necessariamente me seguir no Twitter, embora se você quiser fazê-lo é só clicar aqui hehe.

O objetivo é tentar refletir um pouco sobre esta ferramenta que cada vez mais cai nas graças do povo brasileiro. Se você é como eu e ainda não entendeu muito bem a mentalidade que está sendo criada pelos brasileiros a cerca da “pomba azul” então vem comigo...

Antes. Tenho certeza que o meu leitor inteligente já subentende que o que será exposto aqui trata-se de conjecturas sobre alguns usuários do Twitter, talvez a maioria, mas não todos eles. Alem disso, são apenas idéias. Se certo ou errado, prefiro que você me diga.

Fechou? Vamos nessa...


Eu sinceramente já não lembro quando ou onde foi a primeira vez que eu ouvi falar no tal site em que você podia “falar qualquer coisa” em no máximo 140 caracteres. Mas lembro bem da minha reação: “Tá. Grande coisa. Qualquer um pode fazer isso através de um blog sem a limitação de 140 carcateres”. Desde então eu esqueci do tal Twitter.

Depois de algum tempo comecei a reparar no fenômeno que você já deve conhecer. Ouvia de um número cada vez maior de pessoas o diálogo de menos de 140 caracteres:

“-Vc tem Twitter?

-Tenho.

-Me segue. Eu to como ‘@qualquecoisa’”.

Eu ainda não sabia o que tinha de interessante, mas, óbvio, dada a minha curiosidade sem limites, eu fui pesquisar o que diabos as pessoas costumavam dizer em 140 letras (+espaço) e o que vi foram coleções de “frases de MSN”, próprias ou dos outros. Se você me conhece o mínimo deve ter idéia do que eu pensei daquilo a hora.

Mais algum tempo até que a uns 4 meses atrás, quando estava pensando em trazer o Ordem de volta a vida, eu me liguei que eu podia utilizar os 140 char’s para fazer propagando do blog, receber o retorno do pessoal e poder responder mais de perto os comentários.

Eu sei que agora você deve está imaginando “dãããã...ele inventou a roda em pleno século XXI”, mas, sem sacanagem, que eu pensei em utilizar o Twitter pra isso sem saber que no fundo ele é JUSTAMENTE pra isso.

Sério, pode até chamar de burro, mas eu não tinha me ligado na grande quantidade de pessoas públicas de qualquer esfera, sejam lojas, autores, blogueiros, pastores, personagens de ficção científica e tudo o mais, usam a ferramenta como uma forma de se aproximar de seu público (e para fazer o público se aproximar entre si) e não simplesmente para divagar idéias sobre o tempo ou pra falar de coisas super importantes para os outros, como “o Guilinguisinho tava muito fofo hoje” ou “Finalmente perdi a virgindade”.

Como disse ainda no início, não quero aqui dizer a maneira certa de utilizar a ferramenta. Claro que você, como eu, pode ser um “ilustre desconhecido” que queira de alguma forma registrar seus pensamentos. Até aí, beleza. Você pode usá-la da maneira que quiser. Mas pense bem antes de tornar o Twitter mais um lugar para as pessoas saberem (e tentarem tomar conta) da sua vida.

Pense nisso!

I.A.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Snap – Arrebentando as Pulseiras!


Salada Mista. Beijinho Mandrake. Tirar nó de papel de Halls. E agora... Snap! Surge mais um jogo onde os adolescentes podem explorar sua sexualidade “brincando”.

Ainda engatinhando em terras brasileiras, o Snap é um jogo que virou moda nas escolas britânicas e virou notícia por aqui recentemente. Trata-se de uma brincadeira onde os jovens usam pulseiras coloridas em que cada cor é um código equivalente a uma carícia que o possuidor da pulseira terá de fazer caso outro jogador a arrebente. As carícias vão desde um abraço até o ato sexual propriamente dito.

Alarmados com a notícia, pais e diretores já pensam em proibir o uso das pulseiras de borracha. Agora eu pergunto:

Proibir é a melhor solução?


No meu tempo as coisas não eram assim

Todos nós já ouvimos esta célebre frase do cancioneiro familiar. O problema é que com essa premissa, pais, avós, mestres e outros responsáveis acabam fechando os olhos para o presente. Não refletem sobre a realidade do mundo em que os jovens vivem e tornam-se inflexíveis diante das mudanças. O resultado? Jovens desinformados (muitos totalmente alienados) que transformam em brincadeira coisas que podem gerar conseqüências para o resto de suas vidas.

E engana-se quem pensa que as tais pulseiras coloridas são retrato de uma geração de jovens que por causa do acesso a Internet e ao apelo sexual dos programas de TV tiveram sua sexualidade aflorada desde cedo. No meu tempo de colégio já tinham (muitas) brincadeiras de conotação sexual que nada mais eram que desculpas para descolar uma ficada. Com 13/14 anos meu coroa já tinha comido sua primeira puta. E no tempo do meu avô provavelmente nessa idade ele também já tinha.

A diferença é que no tempo deles as mulheres eram quase totalmente reprimidas. Hoje sabemos que as coisas não estão bem assim.

Não acredito que Igor ta vindo com papo machista pela primeira vez depois de anos de blog! Calma, longe disso e pelo contrário. Não tenho absolutamente nada contra as mulheres terem os mesmos desejos que os homens, gostarem de sexo e quererem suprir-se disso. Eu tenho algo contra os pais que fecham os olhos para o que suas filhas querem fazer, fazem ou são capazes de fazer e sem querer acabam as obrigando a “se trocarem” em jogos “pseudo-inocentes” porque ainda não podem assumir perante a sociedade suas vontades sem sofrerem pressão por causa disso.

Cai minha cara de vergonha me deparar com pais que proíbem suas filhas de saírem com medo do que elas podem “aprontar”, mas não conversam com elas sobre a realidade, sobre o sexo e seus riscos. Não querem saber nem se elas já transam ou se previnem quando o fazem. Não consigo imaginar a cara de um pai ao ser perguntado pela filha sobre os riscos de se fazer sexo anal. E eles não procuram o diálogo porque permanecer sem saber é mais fácil. O problema é que nem sempre o mais fácil é o mais correto.

E na escola não é diferente. Ensinam pra que serve o Aparelho Reprodutor na 7º Série e nas Feiras de Ciências os alunos aprendem como colocar uma camisinha. Tudo muito bonitinho e moderno. Até que surge, em suas caras pintadas de moralismo, evidências de que a molecada está mesmo trepando. Então eles não tardam em erradicá-las, seja proibindo o uso de uma pulseira ou chamando meninas em um canto para dizer que “aquela coleguinha que já transa não é boa influência”, fomentando o preconceito e a hipocrisia.

Muitos podem dizer que 12, 13 ou 14 anos não é idade para conversar sobre sexo, sair em balada e muito menos de fazer sexo. Concordo que uma mãe ou um pai não deveria falar de sexo com uma menina que ainda brinca de bonecas. Concordo que se deva, nessa idade, controlar horários e procurar saber sobre os lugares que seus filhos frequentam. Mas também há de se estar atento aos seus sinais. Eu que não sou pai consigo perceber de longe se uma garota ou garoto já beijou na boca e se pra ele isso já é corriqueiro ou ainda é novidade. Duvido que os pais não percebam. Mas ao invés de chamar para uma conversa franca, deixar claro que ele já percebeu as mudanças e tentar alí dar conselhos que vão ajudar sem reprimir ele prefere “esperar” e sempre dar um jeito de fugir da conversa. É mais simples. Dizer não quando os filhos pedem pra sair porque sabe que seus filhos já não são assim tão inocentes parece confortável porque quando fizerem merda lá fora vão poder encher a boca para chamá-los de irresponsáveis, fechando os olhos para a sua própria falta.

Tenho a sensação de que pais ultra-conservadores parecem não perceber o tipo de filho que podem estar criando. Não entendem que se seus filhos acatam uma decisão sem argumentos de forma passiva podem se tornar homens e mulheres fracos, submissos, Mansos. Por outro lado, podem também estar criando mentirosos que pensam que se podem mentir em casa e fazerem coisas escondidos, podem agir dessa forma pelo resto da suas vidas, seja no pessoal ou no profissional. Alguém assim é sério candidato a se tornar um mau-caráter de primeira categoria. Mas também parece ser mais fácil fechar os olhos pra isso.

E enquanto fecham os olhos e falta diálogo, sobra hipocrisia e falso moralismo. Crescem barrigas. Surgem Viciados. Surgem derrotados e submissos. Surgem cafajestes e aproveitadoras. Mas acima de tudo, em pleno seio da família...

Surgem Órfãos!

I.A. (porque certas coisas são importantes de dizer)

Observação Importante: acho válido deixar claro que tenho consciência de que existem muitos pais que não se enquadram nas características supracitadas e mais ainda filhos que foram criados por pais conservadores e nem por isso se tornaram fracassados ou maus-caracteres. Aqui, estou fazendo um estudo de caso e não qualquer tipo de generalização.

Aqui você irá saber mais sobre as pulseiras coloridas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mas não sei se dará certo...


Responda rápido e em poucas palavras: o que é preciso para que um relacionamento seja saudável e duradouro? A minha resposta seria Tesão e Confiança. Você pode ter pensado em outras palavras (como respeito, química, amor, paixão), mas posso apostar que a sua resposta se aproximou desses dois eixos. (Não? Então se manifeste. Novos pontos de vista são sempre bem-vindos).

É claro que esses dois fatores são altamente relativos e vão ser concebidos de maneiras diferentes de acordo com o casal e poderão oscilar quanto à intensidade e até mesmo o significado por trás de cada um. Dessa forma não irei me prolongar à cerca do que acho que deva ser um relacionamento considerando essas duas “grandezas”, até mesmo porque já fiz isso aqui em várias ocasiões.

Então, a questão mais importante é?

Um Relacionamento precisa mesmo ser Saudável e Duradouro?


Sendo direto: Saudável sim, Duradouro, não necessariamente.

É óbvio que um relacionamento precisa ser saudável. Ninguém, a não ser masoquistas convictos, desejam embarcar em uma relação de brigas constantes pelos menores motivos, cobranças, falta de sexo, entre outros motivos que acabam com qualquer possibilidade de uma agradável vida a dois.

Partindo desse principio, a duração de uma relação deveria estar em total acordo com a saúde do mesmo. E, ao contrário do que muitos pensam, acredito que adoecer uma relação não seja tarefa de longo prazo. Pode acontecer em um mês, uma semana, um dia ou até em uma conversa. E nesse momento, o término é bem-vindo, não importa se você tenha 5 anos ou 2 semanas de namoro (ou até de casamento).

Sendo assim, por que muitos têm medo de embarcar em uma nova relação diante da possibilidade de que ela não dure?

Peço licença ao pessoal do Divã, que estão fazendo um ótimo trabalho na coluna Deitando no Divã, para roubar o trecho de um e-mail enviado por uma de suas leitoras:

Jú de 17 anos diz:

Ele é sempre super atencioso comigo e um amor de pessoa, mas ele é galinha, tipo namora em média uma garota a cada 2 meses, eu não sei se ele quer ser só meu amigo ou quer algo mais, e também obvio que não quero ser mais uma dessas garotas de 2 meses (...). Ele já me convidou várias vezes pra sair,eu sempre dou bolo nele,tenho medo dele tentar algo e eu não resistir, me envolver e depois ele me largar como as outras!


Estou certo de que não é a primeira vez que você vê um caso assim. Então qual é o conselho que você daria à menina?

Peço que preste atenção nessa história

Era uma vez casal que havia se conhecido por acaso através de uma amiga em comum. Ele havia acabado de sair de um relacionamento de anos e ela estava no esquema “balada/pegação/desapego-total-a-qualquer-tipo-de-relacionamento-sério”. O cara também não queria nada sério agora que havia descoberto os prazeres de uma vida de solteiro.

Um belo dia, depois de conversas recheadas de flertes e indiretas eles se pegaram. Se pegar é bem a palavra, já que ambos só queriam curtir o que o outro tinha de bom e pular fora quando aparecesse algo de ruim. Só que o “algo de ruim” não apareceu e eles se pegaram 2, 3, 4, 20 vezes...

E quer saber? Era tão bom que valia a pena continuar. Valia a pena deixar de pegar outras pessoas diante do risco de não poder pegar mais um ao outro. Valia a pena conhecer os pais um do outro. Valia a pena colocar "namorando" no Orkut. Valia a pena dizer que se amavam. Porque viram que já existia algo muito mais forte do que a pegada. E esse algo mais forte fazia valer a pena querer passar mais tempo um com o outro mesmo que não estivessem se pegando.

E depois de quase dois anos continua valendo a pena. E eles sabem bem que quando não valer mais, cada um vai seguir seu caminho sabendo que sem perceber viveram algo tão intenso que será difícil não abrir um sorriso quando lembrarem um do outro...


Percebeu onde quero chegar?

Acredito que seja preciso superar essa coisa de “paixão à primeira vista”, “amor platônico”, “medo de se envolver” entre outros mitos sociais que absorvemos sem refletir sobre eles. Eu honestamente duvido que você continue “apaixonado(a)” por alguém que parecia perfeito, mas que na primeira noite tenha se mostrado um fracasso total. Ou, em médio prazo, revelasse manias com as quais você definitivamente não conseguiria conviver. Não vou entrar com exemplos porque sei que sabe do que estou falando.

Não existe (ou não deveria existir) mágoa em um pé-na-bunda quando se sabe que algo em você não agradou aquela pessoa, afinal, da mesma forma se alguma coisa não lhe agradasse nela você também cairia fora, não é verdade? Se disser que ficaria por pena, vai merecer uma surra de cipó-camarão.

Não é aconselhado envolver sentimentos profundos de apego ao outro no inicio de uma relação. Isso acontece naturalmente com o tempo, mas não é verdade que aconteça de início, a não ser que você permita que aconteça devido a um caso de dependência crônica do outro, que precisa de ajuda profissional para ser tratado. Espero que não seja esse o seu caso.

Portanto, deixar o barco correr suave é a melhor opção. Aproveite o que a pessoa tem a lhe oferecer de melhor e faça o mesmo. Não espere envolvimento imediato e procure não se envolver também.

Em suma: imagine um relacionamento como uma festa: se está boa, você aproveita ao máximo e lamenta muito quando acaba. Se está ruim, você vai embora mesmo tento, talvez, pagado caro pelo convite. No fundo, você sabe que outras festas virão e com elas novas possibilidades.

Então, se você está em uma boa festa, aproveite ao máximo e trabalhe para que ela não acabe. Se a festa está ruim não pense em prolongar sua presença nela. Afinal, o mundo está repleto de festas. Boas e Ruins. Cabe a você decidir se vai perder boas festas por medo de ir em uma ruin.

Pense nisso.

I.A.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Analisando o Mistério #3 - Barba: Ter ou não Ter?


Engraçado. Quando meio veio à mente a idéia de falar sobre este que é um assunto que causa tanta discórdia no universo feminino eu pensei: “por que eu ainda não havia levantado essa lebre no Ordem?” Quem me conhece sabe o quanto oscilo entre ter ou não ter barba - embora há muito já tenha deixado de ser apenas uma questão de peackoing* - então seria natural que falasse do assunto em “outros tempos”. Às vezes quase sempre me surpreendo com a forma como as coisas acontecem na minha cabeça...Mas vamos ao que importa?

Qual a sua opinião sobre a barba?

* peackoing é um termo em inglês para o termo “pavonear” que seria um artifício utilizado para atrair o sexo oposto tal como faz o pavão com sua plumagem. Este artifício pode ser qualquer coisa desde um acessório diferenciado, corte de cabelo e até mesmo uma barba!



Como eu disse lá em cima, a barba é motivo de discussão no universo feminino. Óbvio que eu nunca anotei, fiz gráfico ou nada disso, mas o meu “desconfiômetro” me diz que a balança está bem equilibrada quando o assunto é gostar ou não de homem de barba. Inclusive já ouvi até mulheres que gostam da aparência do homem de barba, mas não apreciam o contato com a pele. Daí já se tem idéia do quanto o assunto é cabível de discussão.

Então o debate sobre barba passa por dois pontos: Aparência e Contato.

Tenho impressão de que para as mulheres, a barba exala um “quê” de dominação, de segurança, força, até mesmo confiança. No entanto, esse meu ponto de vista não passa de especulação. Seria necessário um aprofundamento maior para chegar a algo mais concreto. Por exemplo: todo homem de barba denota este aspecto dominador? Um homem sem barba pode ter cara de cafajeste?

Note, porém, que a discussão até aqui aborda somente a aparência. É obvio que o fato de ter ou não barba pouco influenciará na verdadeira personalidade de alguém, embora influencie sim na imagem que passa. Talvez menos que o olhar ou a linguagem corporal, mas influencia...Me veio à mente agora algo relevante: homens que deixam a barba crescer o fazem por terem, inconscientemente, um potencial para a dominação e por isso cultivam algo tão característico ou deixam a barba crescer para parecerem mais dominadores, ainda que não o sejam?

Essas eu deixo pra você me dizer.

Falemos então do toque...Por motivos óbvios eu não poderei me aprofundar nessa questão (não, eu não iria gostar definitivamente de uma barba roçando no meu pescoço...). Mas nem por isso vou deixar de dar minha opinião, mesmo superficial. Deixando de lado qualquer possibilidade de me defender de galhofas futuras, eu realmente acho que, na posição de mulher, eu não iria apreciar muito o toque da barba, principalmente as ditas “por fazer”, que são o tipo de barba que costuma chamar mais atenção das mulheres no que tange a aparência. Ela é áspera e muito provavelmente incomoda ao toque, além de possivelmente machucar dependendo da intensidade do contato. No entanto eu conheço quem descorde totalmente de mim. E não são poucas. Portanto, a polêmica ainda reside na questão do toque, além da aparência.

Sendo assim, a discussão a cerca da barba parece se tornar ainda mais polêmica. Pra você, um homem deve ou não deve ter barba? Por causa da aparência ou do toque? Vale a pena agüentar um em detrimento do outro?

Não deixe de opinar! Não me faça botar as barbas de molho...

I.A.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pontos Corridos ou Classificação?

Depois de 17 longos anos o Flamengo volta a ser campeão brasileiro. Após uma grande arrancada a partir do segundo turno o Rubro Negro chega ao título após uma vitória apertada contra o time do Grêmio ontem (6/12) no Maracanã, quando durante toda a semana anterior à partida houve a discussão se a equipe gaúcha deveria ou não entregar o jogo ao Flamengo para não correr risco de ajudar o seu maior rival, o Internacional de Porto Alegre.

Qualquer torcedor consciente que tenha visto o jogo do Maracanã não vai falar que o Grêmio facilitou para o Flamengo. Aliás, pelo contrário, a equipe gaúcha lutou surpreendentemente pela vitória, chegando a deixar um Maracanã com 85 mil pessoas calado diante do gol que abriu o placar. No entanto, a discussão que atravessou toda a semana e o movimento “entrega grêmio” cuja Comunidade no Orkut superou 100.000 torcedores trouxeram de volta a tona uma questão a cerca do Brasileirão:

O Sistema de Pontos Corridos realmente é mais justo se comparado ao Sistema Classificatório?

Façamos uma breve comparação.

No Sistema de Pontos Corridos o time com melhor aproveitamento no campeonato (ou seja, o melhor) é considerado campeão. Na era da Classificação, um time na oitava posição com, sei lá, 50 pontos, poderia ser campeão em detrimento do primeiro colocado com 80 pontos. Como? Pelo sistema de playoff (ou mata-mata, em bom português futebolístico). Acredito que não há dúvidas quanto à justiça do sistema de Pontos Corridos se olharmos superficialmente.

Entretanto, neste ano, onde tivemos talvez o campeonato mais disputado da história dos pontos corridos (e o mais emocionante também, diga-se de passagem), a possibilidade do Grêmio entregar a partida, somada com a notória apatia Corintiana contra o Flamengo e ao fato de certos torcedores do Botafogo chegarem a pensar na possibilidade do time entregar o jogo para o São Paulo mesmo com o clube ameaçado pelo rebaixamento, colocam em xeque, sob o meu ponto de vista, o critério exímio dos pontos corridos.

Ora, se um time entrega uma partida qual será o mérito do vitorioso? Que ninguém diga que houve isso por parte do Grêmio contra o Flamengo, cujas vitórias, na partida e no campeonato foram totalmente merecidas (detesto admitir!).

O gremista e o corintiano podem dizer que derrotar o Flamengo seria o mesmo que ajudar seus principais rivais e que dessa forma não faria sentido fazê-lo uma vez que para si próprios o campeonato já havia acabado. Eu não lhes tiro a razão. E também não condeno a “falta de profissionalismo” dos jogadores do Corinthians, que só não foi mais criticado pela Imprensa Paulista por se tratar exatamente do “Timão”. Vejamos então o caso do Grêmio ontem.

Dentre os oitos garotos que foram titulares, alguns sequer haviam pisado no gramado do Maracanã. Se entregassem a partida seriam execrados pela Imprensa. Não duvido que sejam criticados pelos gaúchos por jogares do jeito que jogaram (profissionais buscando a vitória)(nota: quando escrevi este post ainda não havia visto o ocorrido no retorno ao Rio Grande do Sul). Não quero imaginar no que poderia acontecer se esses moleques conseguissem uma vitória fora de casa contra o Flamengo e por conseguinte garantissem o campeonato para o Internacional.

Além te tudo ainda temos a situação do Flamengo, o time mais odiado do Brasil, exceto pela sua própria torcida e alguns outros poucos, que além da polêmica do campeonato de 87, ainda terá de lidar com comentários maldosos a cerca do “mérito” de ter ganhado um campeonato cuja torcida adversária fizera um movimento para seu time entregar a partida.

Diante de todos esses fatores, a idoneidade para a justiça do sistema de Pontos Corridos torna-se discutível. Ao passo que a grande desvantagem do sistema Classificatório está na possibilidade de uma equipe com menos pontos que outra vencer o campeonato.

E fica a pergunta: você prefere o Sistema de Pontos Corridos ou o Classificatório? Tem sugestão a cerca de um terceiro sistema que julgue mais justo? Não deixe de dar sua opinião!

Em tempo, gostaria de parabenizar ao Fluminense pela arrancada histórica para se salvar do fantasma do rebaixamento. Dificilmente teremos oportunidade de ver algo parecido com o que os “guerreiros tricolores” fizeram nas últimas rodadas do Brasileirão mesmo eu tendo torcido tanto contra...

I.A

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Segurança em Greve?

No fim do ano passado, mais precisamente em Outubro, a cidade de São Paulo presenciou uma situação curiosa: um enfrentamento entre policiais. O choque ocorreu quando a polícia militar tentou coibir uma passeata promovida pela policia civil que naquele momento estava em greve em protesto aos baixos salários e às baixas condições de segurança do efetivo.

Depois de um ano a situação não foi plenamente resolvida e a possibilidade de uma nova paralisação parece cada vez mais perto de tornar-se fato. Ninguém melhor do que alguém que conheça a realidade paulistana para discutir a situação. Portanto, com a palavra, Guilherme Pugliese.


Começo com uma pergunta: a greve policial é plausível tendo em vista que cabe a polícia o dever de manter a ordem? Quero dizer: imagina o que aconteceria se todas as entidades com esse dever resolvessem entrar em greve?

Refleti sobre ocorrido em São Paulo, e me perguntei se realmente é possível, em um País onde as forças policiais trocam tiros com bandidos em plena luz do dia, onde incursões de tropas como o BOPE no Rio de Janeiro e a ROTA em São Paulo serve de modelo de treinamento urbano até para a SWAT, ficar, seja por um dia, sem policiamento, visto que é senso comum a carência de efetivo nas ruas das grandes cidades.

Mesmo ciente da situação precária que permeia a vida profissional de um policial brasileiro, gostaria de terminar o post chamando atenção para uma frase do Hino do Batalhão de Choque do Rio de Janeiro:

"Se na paz a missão que nós temos é zelar pela ordem e a tranqüilidade"

A questão a ser discutida é: a Greve Policial deveria ser coibida e/ou proibida ou essa medida fere o direito do trabalhador de poder reivindicar por melhorias?

Guilherme Pugliese

Abaixo, um vídeo do confronto ocorrido no ano passado.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Enfim, Geyse Arruda

Já faz algumas semanas desde que ouvi pela primeira vez algo sobre o acontecido na Uniban e...o que? Você não ouviu nada sobre o assunto? Por onde andava?

Bem, resumindo muito rapidamente: uma menina chamada Geyse decidiu ir com uma roupa provocante à universidade e teve de sair escoltada pela polícia enquanto uma parte dos alunos a chamava de “puta”. Desde então o caso passou a ser o assunto preferido da mídia brasileira desde a Gripe Suína.

Pois bem. Até agora acompanhei calado todo o frisson causado pela polêmica.

Até agora.


Então, vamos por partes.

Primeiro: não acho que tenha absolutamente nada de errado com o vestido rosa mais famoso do Brasil. Pelo contrário, já vi muitos mais curtos em minha própria universidade;

Segundo: achei errada decisão da Uniban de expulsar Geyse e mais errada ainda a de voltar atrás da mesma antes do processo judicial. Pode até não ter sido o principal motivo, mas a pressão da imprensa fomentando todos os protestos foi determinante para a decisão de voltar atrás na expulsão, o que, em última análise, denota uma fraqueza inerente à direção da instituição.

Terceiro: acredito piamente que a imprensa em geral, consciente ou inconscientemente, enfatizou erroneamente um aspecto da situação, ignorando outros aspectos relevantes para o maior entendimento do caso. E é aqui o “x” da questão.

Veja bem. Tudo começou com um vídeo onde uma garota até então desconhecida (mais que agora figura nos principais programas da TV aberta) sai da universidade escoltada por policias sob o escrutínio acintoso de alguns alunos.

Desde então toda uma sorte de especulações desfilaram por aí. Mas o que temos de mais concreto é: a maioria das pessoas acharam a situação um tributo ao machismo e ao moralismo inerente ao país mesmo em pleno século XXI, colocando Geyse numa posição inquestionável de vítima.

Aqui duas coisas: uma é que eu sei que nem todos compartilham da opinião pública e, no mínimo, questionam à posição que coube a aluna; outra é que eu tenho plena consciência de que eu não sei e provavelmente não saberei o que realmente aconteceu naquele dia fatídico. No entanto, eu definitivamente me recuso a acreditar que um grupo consideravelmente grande de jovens (mesmo que em sua maioria sejam gaiatos que aproveitaram da situação pra fazer baderna) tenham tido o ímpeto de xingar de puta uma colega universitária SOMENTE por causa do tamanho do seu vestido. Esta pra mim é uma conclusão tão óbvia que valeria, pelo menos, o benefício da dúvida por parte da imprensa. Mas todos sabemos que não foi exatamente isso que aconteceu...

Eu não irei aqui, como a imprensa, especular uma possível “verdade” sobre o caso. Você deve estar se perguntado então por que diabos eu toquei nesse assunto. Confesso que realmente não planejava até ver as fotos do Orkut de Geyse.

Vale ressaltar que não mudei de opinião sobre o caso depois que vi as fotos, mas elas me fizeram achar importante levar a público que eu definitivamente não acho que Geyse seja merecedora de todos esses holofotes e MUITO MENOS a posição de VÍTIMA de uma sociedade hipócrita e pseudo-conservadora que ovaciona uma bunda nua e semi-analfabeta no Carnaval e chama de puta uma universitária por causa de seu vestido curto no meio do ano.

Viu as fotos? E você, o que acha?

I.A.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Traição: uma questão de Valores

Alguns dias atrás vi no Divã Rosa Choque um caso que provavelmente não lhe deve ser totalmente estranho: uma menina estava se sentindo sufocada em seu relacionamento e pedia ajuda sobre como agir com a insegurança do namorado. No entanto, ela dizia, a cobrança começou depois que o rapaz descobriu que ela havia pulado a cerca.

Falemos, pois, sobre o assunto que eu sempre quis evitar falar mais profundamente aqui no Ordem: até onde se pode (e se pode) perdoar uma traição?


Uma vez eu disse aqui que faltava na maioria das pessoas o reconhecimento de que certos valores mudaram nos últimos tempos e que cabia a nós nos adequarmos a tais mudanças sem necessariamente passar por cima dos nossos próprios valores.

E é exatamente aqui que se encontra a chave pra toda a nossa conversa: os valores.

Você já se perguntou quais são seus próprios valores?

Muitos de nós talvez não sejamos capazes de perdoar uma traição por causa da vergonha, do orgulho ferido, do medo das pessoas apontarem e comentarem, de ser conhecido como o famoso “Corno Manso”. Isso já está tão injetado em nossos subconscientes que possivelmente nem temos consciência de que, no fundo, muitas vezes, seja SOMENTE por esses fatores que não perdoamos uma traição.

Fenômenos interessantes podem ser observados a partir da premissa supracitada: uns pagam na mesma moeda; outros não perdoam e sofrem por isso; outros perdoam, mas deixam de confiar (como o rapaz do caso do Divã); poucos perdoam e superam; menos ainda perdoam, mas se afastam por ter consciência de que o relacionamento, depois do fato, dificilmente voltará a ser o mesmo.

Enfim, podem, é claro, haver variações, mas em geral as atitudes da “vítima” giram mesmo em torno das citadas. Acredito que uma atitude não é mais “correta” que outra, porém, te convido a ponderar um pouco mais sobre algumas delas.

Por exemplo, no caso apresentado, a menina se dizia arrependida e por isso julgava não ser necessária uma cobrança tão grande da parte dele. Um caso clássico de insegurança pós-trauma: o cara ainda gosta, por isso perdoa. Mas ao invés de desencanar e vestir a peruca de touro fica cobrando exatamente para instituir sua moral perante a sociedade. Me corrija se eu estiver errado, mas pra mim é como se ele dissesse “ela disse que estava arrependida, então eu absolvo porque sei que errar é humano e mimimi, mas ai dela se pisar na bola novamente” ao invés de “foda-se eu gosto dela e este corno não foi suficiente para acabar com o sentimento, por isso perdoei. Mas não sei como será se acontecer uma próxima vez”. Esta última, uma atitude que julgo muito mais consciente e honesta com ele mesmo e com a menina. Pro inferno o que os outros vão dizer!!

Sinceramente, no caso, acredito que o futuro do jovem casal não é muito promissor. Afinal, por insegurança se cobra e vacila e, por incrível que pareça, ainda se torna mais submisso. Por arrependimento se aceita, por um tempo, a submissão, a cobrança e até a traição. Por um tempo...

Como disse lá em cima, diante de um caso de traição, não existe uma atitude mais correta que outra. Da mesma forma, não considero correto tomar uma atitude com base no que terceiros vão dizer, mesmo que as vozes desses terceiros se confundam com a sua própria voz durante um discurso que podem muito bem contrariar seus verdadeiros sentimentos. Por isso, nessas horas de peso na cabeça difíceis, honestidade sempre. Consigo, principalmente.

Pense nisso!

I.A.

Veja aqui os detalhes do caso apresentado no post.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fanfarra na Política

Hoje é dia!

Estava aqui passeando pelo meu canal de notícias preferido na net e me deparei com duas que me levaram a criar o post.


Quem me conhece sabe o quanto admiro tiradas inteligentes. Sacanear alguém de forma sutil é uma arte, e o Governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, mais conhecido aqui como Conan, o Bárbaro ou ainda como Exterminador do Futuro mandou muito bem hoje em uma mensagem anexada à carta de veto dirigida ao parlamentar Tom Ammiano. Pena que a foto ta marcada, seria um ótimo teste de caça palavras...



Menos espirituosa, no entanto, mas também digna de risada foi a declaração do nosso digníssimo presidente Lula hoje durante a inauguração da Quadra da Mangueira:

"Nós somos seres normais, um bandido não é normal. Então achar que é fácil enfrentar uma quadrilha organizada é apenas ilusão. É difícil, é preciso investimento na inteligência. É preciso melhorar o salário"

Os morros do Rio de Janeiro devem estar cheios de "Lex Luthors", "Makotos Shishios", "Darth Vaders"...entre outros “gênios do crime”.

Óbvio que o investimento é necessário pra viabilizar ações seguras por parte da polícia (até onde pode-se possuir segurança em tal profissão). Mas antes de pensar em investir na inteligência e na melhoria do salário há de se ter maior combate a corrupção dentro das instituições e ao abuso de poder que acontece nas ruas a fim de superar o consciente coletivo que ainda confunde polícia com bandido, e tacha de otário que acredita que ainda existe muito policial honesto. Como eu acredito.

Mas isso eu sei. Você sabe. O presidente sabe. Todo mundo sabe, o quanto é difícil. Mas também sabemos por onde começar. A questão é: por que não dão o ponta-pé inicial?

Você pode conferir as reportagens na íntegra aqui e aqui respectivamente.

Até

I.A.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tudo demais...

Eu acho bacana a fase da auto-afirmação. Essa coisa da pessoa ser quem ela quer ser sem se preocupar com a opinião ou o preconceito alheio. Sei como é difícil numa sociedade exigente como a nossa e admiro quem encara isso de frente. Entendo que para um adolescente isso ainda é pior porque ao passo em que ele quer ser ele mesmo não quer estar diferente do resto da turma ao mesmo tempo em que ele e a turma querem ser diferente de todo o resto. Ora, não faz muito tempo que saí da adolescência. Eu entendo tudo isso. De boa.


Porém, acredito realmente que pra tudo na vida tem-se um limite. Aquilo que nos impede de fazer coisas realmente estúpidas justamente por causa dessa auto-afirmação. Sei lá, talvez eu esteja somente sendo preconceituoso, mas quando vi esse vídeo tive uma forte sensação de que esses garotos atravessaram esse limite.



Viu também? Então diz aê qual a sua opinião.

I.A.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Orkut 2.0?

Prepare-se. Seu Orkut vai mudar!

Foi isso mesmo que eu vi agora de manhã em alguns sites de notícias, como aqui no G1.

Parece que a Google deixou vazar na página oficial do Chrome um novo visual do que já estão chamando de Orkut 2.0. A Google não deu maiores detalhes sobre as mudanças, mas possivelmente entre elas estará a possibilidade de modificar sua página de perfil, assim como já é implementado no Twitter.

Ainda não se tem previsão de quando ocorrerão as mudanças, mas estas se darão aos poucos através de grupos de usuários escolhidos aleatoriamente, como já é costume.

Então diz aí: você ainda se lembra de como conheceu o Orkut?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Analisando o Mistério #2 - Possíveis Origens do Cafajeste

Essa semana eu ouvi um lance interessante na faculdade que me fez refletir. Um professor comentou que não emprestava seus livros e por isso muitas vezes acabava sendo antipatizado por alguns alunos. Como argumento, disse que seus livros eram ferramentas de trabalho, tal e coisa, e que via muitos professores ficando malucos por não lembrarem a quem emprestou os livros, que não devolviam, etc. E então mandou a máxima:

Ora, você pode até me dizer que vai me devolver. Que não é como os outros. Mas como EU vou saber disso se todos os alunos que me pedem os livros falam a mesma coisa?” E ainda emendou “nunca um aluno me pediu um livro emprestado dizendo que não ia devolver e que eu seria muito babaca de emprestar...” Sadismo garantindo ou seu dinheiro de volta.


Peço que reflita um pouco sobre o ponto de vista deste professor. Refletiu? Ótimo.

Uma vez um cara disse que por trás de todo bom cafajeste tem uma decepção amorosa. Apesar de achar que existem tipos distintos de cafajeste, eu concordo bastante com a afirmação. Se você não tem como conhecer as pessoas ao seu redor, acaba lhe restando apenas criar mecanismos de defesas contra decepções. E para muitos, por motivos variados que vão desde a criação até o peso da decepção sofrida, a melhor defesa é o ataque. Acabam por ferir antes de serem feridos.

Acha que não é pra tanto? Dá só uma olhada aqui.

Pausa aqui: apesar do texto de referência ter sido o caso de uma mulher e o termo “cafajeste” ser aplicado na grande maioria das vezes para homens, a divergência sexual aqui não é aplicada. Quer ver?

Note, no entanto, senhoras e senhores, que não pretendo com isso legitimar atitudes nefastas para com o próximo sob o subterfúgio de uma situação de decepção prévia, mas alertar sobre como tais situações podem transformar (ou distorcer) severamente a maneira como alguns encaram o mundo. Se mudam para melhor ou para pior? Não sei dizer. Mas dificilmente emprestarão livros...

Sacou? Então diz aí: você já sofreu uma decepção amorosa? Como passou a encarar suas relações depois dela?

Até Breve!

I.A. (salvo por Deus e por uma conversa no MSN)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Poder das idéias simples...


Em Outubro de 2006 era feita uma das maiores transações da história da Internet: O todo poderoso Google comprava o YouTube pela módica quantia de 1, 65 bilhões de dólares. Desde então, e até mesmo antes, o site de compartilhamento de vídeos se tornou parada obrigatória de quase todo Internauta. O sucesso absoluto que provavelmente você já conhece.


No entanto, uma coisa às vezes nos passa despercebida: a simplicidade da idéia por trás da transação bilionária. Duvido muito que eu ou você não pudesse acordar um dia e pensar seria legal se um site disponibilizasse um sistema de envio de vídeos para que outras pessoas pudessem assisti-los. Pois é, foi exatamente essa a idéia tida por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim pouco tempo depois de se formarem na área.

E não só o Youtube, sites como Orkut, FaceBook, entre outros; assim como franquias holywoodianas de sucesso como Saw - Jogos Mortais e Matrix, também partiram de tiradas simples, de jovens como eu ou você.

A lição aqui, amigo(a), não é qualquer um pode ficar rico com uma boa idéia, mas muitos de nós poderíamos estar ricos se valorizássemos nossas próprias idéias a ponto de batalhar para pô-las em prática.

Ah, um detalhe interessante: a grande maioria das idéias citadas a cima não foram concebidas com a premissa consciente de obter tamanha quantidade de lucro.

Think about this...

Até Breve

Diz aí: Qual foram os cinco vídeos mais legais que você assistiu no YouTube?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

De volta ao Planeta

É um Spam? Um Vírus? Um Trojan? Uma Corrente filha da puta? Não! Não pode ser...é o Ordem no Caos de volta depois de seis meses sem atualização!


Pois é, meu caro ou minha cara, depois de alguns meses fora do ar aqui estou com fôlego renovado para tocar este meu barco virtual que de vez em quando ameaça naufragar, mas insiste em fazer com que esse capitão que vos fala continue remando.

Como não podia deixar de ser - como você já deve ter reparado, se não for a primeira vez que aparece – fiz uma faxina na casa e agora ela está mais aconchegante: fontes maiores, contrastes mais nítidos, diagramação mais limpa, entre outros detalhes que você poderá conferir.

Mas as mudanças não param por aí. Você também já deve ter visto aí do lado uma enquete sobre o layout do Ordem. Então, agora, provavelmente uma vez por semana, eu irei lançar uma questão no ar para ter uma idéia de como anda a mente dos meus leitores. Obviamente, conto com a sua participação, não deixe de opinar.

Falando em opinar, agora você pode me procurar no e-mail ou no Messenger para dar sugestões sobre posts, agradecer, xingar, ameaçar de morte ou qualquer coisa dessa. Terei prazer em responder, embora já avise de antemão que eu não me prostituo e também ao empresto dinheiro...

Ainda tem mais, mas por enquanto eu paro por aqui. Não deixe de conferir as novidades, mesmo diante da minha fama de enrolado elas virão. É uma promessa!

Valeu a visita, espero sinceramente que volte.

Away

I.A.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um peso. Duas medidas.

Olá!

Depois da onda de posts engraçadinhos, volto com um assunto um pouco mais sério.
Pense comigo. Imagine-se ouvindo de alguém “eu fiz isso, mas você não poderia ter feito” em alguma discussão...

Não vou sequer mencionar uma causa hipotética para a discussão, mas posso apostar que a afirmação acima lhe causa, no mínimo, estranhamento. Ah não? Se manifeste, sempre gosto de conhecer outros pontos de vista. Sério.

Então, vejamos...


Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você”. Muitos já ouviram a oração, mas tem um detalhe que pouca gente percebe. Quer ver?

Suponhamos que você seja um dito ser humano de bem que nunca faz com outros o que não gostaria que fizessem com você. Tudo vai bem, até que outro ser humano “não-tão-de-bem-assim” age com você de uma forma que certamente não gostaria que agissem com ele...

E então, como você age diante dessa situação? Aí está o “X” da questão...

Não sei a sua resposta, mas sei que desde criança nos acostumamos a justificar atos pouco nobres com a célebre “foi ele quem começou”(Ah, fala sério, você nunca ouviu e/ou falou isso alguma vez na sua vida?). Pior. Algumas vezes a justificativa era aceita como fator real de absolvição. Como se retaliar também não fosse pecado...

Aliás, sei lá se é pecado ou não. Na própria Bíblia temos várias histórias sobre retaliações dos “povos de Deus” contra seus opressores ao mesmo tempo em que temos um Cristo que dava a outra face. Mas isso é papo para a minha monografia...

Estou longe de querer discutir o que é certo ou errado. Caótico, sou capaz de tentar enteder e até aceitar muitas atitudes terceiras para comigo independente do fato de me agradar ou não (como em Senhas, da Adriana Calcanhoto). Afinal, somos diferentes, porra!

E apesar de respeitar a máxima dita mais acima, não costumo me agradar e nem acreditar ouvindo coisas como “eu jamais faria isso”, “pode botar a mão no fogo”, etc. Muitos já ficaram putos comigo por eu agir dessa forma – “se pensa assim você não confia em ninguém”. Talvez estejam certos. Talvez a coisa não seja assim tão maniqueísta.Vai saber...

Sei, no entanto, que pessoas feridas são capazes de atitudes pouco nobres. Cruéis, até. Da mesma forma, sei que nem sempre saberemos quando e/ou porque ferimos alguém...

E quais serão as justificativas? “Foi impulso”?, “Foi você quem começou”? Ou ainda...“Jamais esperava isso de você”?

Essa é a questão, senhoras e senhores...Procurem evitar criticar as pessoas ao redor. Procurem não condenar demais supostos desvios de conduta. Procure não bancar o paladino e fazer marketing pessoal dizendo que nunca fez (jamais faria) nada que pudesse decepcionar os seus próximos (muitas vezes bem próximos).

Por que não?

Por que chega o Verão. E trás tentações com ele. Faz você agir de formar a parecer ser quem não é ou te permite fazer aquilo que gostaria, mas normalmente não tem coragem. Então verá que é tão falho quanto os que sempre criticou talvez pior. Será cobrado severamente por ter agido de forma contrária ao discurso.

Existe vergonha maior?

Ok. Provavelmente você vai dizer que estou errado (às vezes digo pra mim mesmo). Você vai dizer que com você é diferente (foi ruim me convencer do contrário). Talvez até esteja certo (Talvez eu me subestime). Mas não me peça pra botar a mão no fogo por alguém. Porque já perdi as contas de quantas vezes fui queimado (e já ouvi “não esperava isso de você”).

Tenho o dito!

Dedico este texto a todas as pessoas que acham que pimenta no cu dos outros é refresco.

Até!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Jogos Insanos #2 - Pa-Pin-Pow!!

Aloha!!!

Voltando a nossa aula de como tornar mais divertida aquela reunião de amigos doidões, Jogos Insanos retorna com uma das mais cruéis brincadeiras inventadas com objetivo de ver um ou mais amigos caindo de bêbados de entreter um grupo sem maiores compromissos.

Então, indo direto ao assunto, preparem-se, pois nesse momento lhes apresento o aterrorizante...


Pa-Pin-Pow!!

Número de Participantes: 3-10+ (não existem limites de participantes, mas duvido que ache mais de meia-dúzia de babacas sem-noção amigos corajosos para encarar a brincadeira)
Material: um ou mais litros de alguma bebida alcoólica forte e barata (água se for menor de idade) e alguns doces ou injeções de glicose.

Como jogar

Os jogadores sentam em circulo e um deles é escolhido aleatoriamente. Este deverá falar “” em voz alta. Imediatamente, o jogador a direita falará “Pin”. E o próximo jogador a direita terá de falar “Powapontando para um dos jogadores da roda.

Então, o jogador apontado deverá recomeçar a dinâmica seguindo pelos dois jogadores a sua direita, sempre terminando com “Pow” e apontando para outro jogador na roda.

O jogador irá beber uma dose (ou um copo d´água) quando:

► demorar mais de 1 segundo para falar;
► Falar fora da sua vez;
► se equivocar (falar “Pow”, quando teria de dizer “Pá”, por exemplo);
► Apontar para outro jogador ao dizer “Pá” ou “Pin”;
► Não apontar para outro jogador ao dizer “Pow”;
► qualquer outra ação que prejudique a dinâmica normal do jogo;

Exemplo Prático (com 4 jogadores)

David inicia o jogo dizendo “”. Giovanni, á direita, continua (“Pin”) e imediatamente Charlie diz “Pow” apontando para Luciana. Luciana recomeça imediatamente com um “” e aponta para David. A rodada termina com Luciana bebendo (pois apontou para David no “”).

O jogo recomeça com a própria Luciana (), seguindo por David (Pin) e Charlie diz “Pow”. Charlie perde e beeeebe, filho da puta, pois era Giovanni o jogador à direita de David, logo, o jogador que deveria falar “Pow”.

Por que é divertido?

Pa-Pin-Pow é um jogo de regras simples, mas exige raciocínio rápido por parte dos jogadores. É cruel e por isso divertido justamente por essa exigência. Afinal, quanto mais se bebe, menor o raciocínio e maior a chance de beber novamente. Não é David?

Se você acha que encher a cara e rir da desgraça alheia é pecado, não brinque. Você provavelmente terá de se confessar no dia seguinte...

Não percam: prepare os óculos e reveja as duas trilogias de Star Wars. No próximo Jogos Insanos você irá disputar a desafiante “Adedanha de Nerd”;

Até a próxima!

Stay Alive...

Importante: esta coluna não faz nenhuma apologia ao uso irresponsável do álcool (como nós fazemos). Se você for maior de dezoito anos, vacinado e tão babaca quanto a gente, sinta-se a vontade porque vai ser divertido. Se você acha que não, não experimente e depois saia por aí dizendo que a culpa é minha, ok!

terça-feira, 17 de março de 2009

Já temos as pérolas...

A educação brasileira precisa de melhorias. Isso é senso comum. Poucos estão satisfeitos com a educação que recebeu e esses são felizardos por ter tido uma que, pelo menos, permitiu-lhes ter um pouco de pensamento crítico. Muitos nem isso. Ou talvez até tenham. Mas qual será o poder de argumentação sem retórica? E o poder de expressão sem a escrita? Imposição e Contradição, respectivamente.

Você provavelmente já leu algumas destas chamadas “pérolas” dos estudantes brasileiros. Você, assim como eu, já deve ter rido pra caralho da ignorância democrática que a muitos arrebata sem distinção. Não vou pedir para que não ria da desgraça do seu próprio País, mas peço para que, entre uma gargalhada e um “putaquepariu, que Burro!!!” e outro, se lembre que amanhã ou depois você poderá estar sendo representado por algum desses distintos jovens...

Então, vamos a...


Coletânea Pérolas dos Estudantes (as melhores e mais tristes)

Sobrevivência de um aborto vivo” (Título que o candidato deu à redação)

Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola
(E este é o enredo do famoso drama “A volta dos que não foram”, de 1947...)

O bem star dos abtantes endependente de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocupan-do-nos
(Concordo – se roça, religião, sexo, etc são indispensáveis, estamos “endependência” desses fatores)

Também preoculpa o avanço regressivo da violência.
(Ou seja, parado estamos aqui continuamos)

Resposta a uma pergunta: "Esta não cei.
(Pelo menos é honesto)

E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.

(Se estivermos falando do Obama esqueceu de mencionar a cerveja...)

Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os maios, os pirineus, os phenícios, egipcios, facistas...
(Ele esqueceu de mencionar os “Junhos” e os “Comunistas”)

Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
(Quanta crueldade...)

No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se sifilizando.
(A mais pura e dura realidade)

Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente, e onde desce, é o decente.
(Por isso dias de chuva são “indecentes”)

Na América Central há países como a República do Minicana.
(Dizem que o nome “Minicana” tem a ver com certas características intimas desse perigoso Ditador)

Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.
(Quem garante que não?)

O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água.
(hahahahahahahaha)

A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela.
(E a culpa é da Internet)

Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes.
(Incluem guardas em sua dieta, pois como você bem sabe, quem come guarda...)

O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.
(Ao contrário dos cérebros de alguns)

Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo eram envenenados.
(Pensando bem não mudou muita coisa)

A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.
(Não deixa de ter razão...)

A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e creu.
(E já chegamos na velocidade 5)

Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.
(Quase um trava línguas)

Explorar sem atingir árvores sedentárias.
(Muito menos com a dança do creu)

A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.
(Parece discurso político)

A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.
(Guaraná em pó, catuaba, ovo de codorna e amendoim pode ser a solução)

Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.
(Ahh, eu não duvido...)

O que vamos deixar para nossos antecedentes?
(Talvez um “mal aê cara”)

O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do
sexo feminino.
(Não será assim quando Ronaldo for presidente)

O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente.
(Correto. E onde eu digo ‘digo’ não digo ‘digo’ digo Diogo)

Nesta terra ensi plantando tudo dá.
(não sei se perceberam, mas aposto que este era um enrustido querendo sair do armário...)

Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.
(Solução: Chá de Camomila e Maracujá para os raios...)

Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio...
(É o que eu sempre digo)

O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
(Pior seria se ele viesse com aquela velha piada de seringueiro tirando leite do pau)

Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.
(Puro altruísmo)

Os araras azuis ficavam sobe vuando a mata.
(hahahahahaha Away)

O sero manu...
(quem morreu? O Sero, manu!! – diálogo entre dois Corinthianos...hehehe)

Por isso eu luto para atingir os meus obstáculos.
(Esse deve estar cheio de cicatriz)

As vezes penso comigo mesmo e chego a mesma conclusão que chegou Renato Russo: Que país é esse?

(Eu também penso...)

PS.: as pérolas foram retiradas de diversos sites através das palavras “Pérolas PUC” e “Pérolas do Enem”. O fato de diversos sites apresentarem exatamente o mesmo texto sem dar os devidos créditos tornou impossível creditar às fontes corretas. Os comentários em parênteses são meus mesmo...

terça-feira, 10 de março de 2009

Mais uma sarna pra se coçar...

A humanidade realmente não tem jeito...

É sério. Não que eu seja um jovem pseudo-apocalíptico que chora no escuro que perdeu a esperança e enche a cara ao invés de fazer algo pra mudar. Eu sei que existem pessoas verdadeiramente boas que seriam capazes de dar suas vidas pelo mundo. Por outro lado, tambem sei que pouco importa o esforço, pouca coisa de realmente útil poderia ser feita por nós, simples mortais, para mudar um quadro mundial de exploração inveterada que se arrasta há séculos. Não que eu queira tirar o meu corpo fora da responsabilidade, mas sinceramente não acho que apagar a luz da minha sala como forma de protesto vai fazer com que um filho da puta deixe de escarnar com lascívia degenerada o próprio habitat.

Como se não bastasse, vez ou outra somos obrigados a lidar com certas notícias que não nos faz chegar à outra conclusão que não seja: por que, diabos, patrocinar uma linha de pesquisa cujos envolvidos parecem ter comido merda quando crianças perdido a noção de bom senso?


Eu costumo ser muitas vezes taxado de caótico diante de certos pontos de vista. A afirmação do inicio do post é um bom exemplo. Às vezes acho que é viagem e muitas vezes viajo achando que não, quando me pergunto se é a arte que imita a vida ou o contrário.

Se pararmos pra pensar, não foram poucas as obras cinematográficas que “profetizaram” certas “descobertas” da Ciência. Clonagem, micro-chips com grande capacidade de armazenamento de dados, realidade virtual com altíssimo grau de imersão, robôs gigantes como veículos...Todos são ótimos exemplos de coisas que eram ficção científica há vinte anos atrás, mas que agora permeiam nossa realidade e muitas vezes nosso cotidiano (alguém falou em pen-drive?). Da mesma forma, a tecnologia robótica somada a cada vez maior abstração alcançada pelos pesquisadores da inteligência artificial vem se desenvolvendo de forma assustadoramente rápida, a ponto de visar imitar com máxima perfeição os pensamentos e até os sentimentos humanos.

Aqui cabe uma pausa.

Eu não possuo um pensamento fundamentalmente marxista. Mas acho, no mínimo, imprudente, o processo de automatização de mão-de-obra disfazendo-se ainda mais da necessidade de intervenção humana, pois isso acarretaria em problemas sociais graves, tal qual a Revolução Industrial em outrora... Mas isso me parece um processo irreversível, independente do meu pensamento.

No entanto, peço para que realmente leiam o link à cima e reflitam sobre o verdadeiro objetivo desses caras...

Como se não bastasse a automatização do trabalho, agora somos brindados com máquinas sóciopatas que, pelo visto, dentro em breve, estarão nos perguntando “Quem sou? / Pra onde vou?” enquanto trucida quem estiver no caminho entre ele mesmo e o seu criador-insensível-que-o-confinou-em-uma-existência-sem sentido.

Acha que não? Procure assistir Eu Robô com olhos menos céticos...

Imagino que talvez até fosse realmente interessante observar os processos que tangem a evolução do pensamento humano sendo criados em laboratório. Afinal, é típico da raça humana querer “brincar de Deus”. O problema é quando a porra de um robô não me deixa sair de casa enquanto insiste em me abraçar em meio à “rosnados animalescos”.

Creeedo!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Jogos Insanos #1 - Dadinho

Aháaaa!!!

Então você já passou dos vinte anos e tem amigos que também passaram, mas insistem em achar que em sua festa de aniversário (ou em qualquer outra ocasião) você tem que bolar atividades lúdicas para o entretenimento da turma?

Falar mal da vida alheia ou contar piadas enquanto tomam uma cerveja já não é mais diversão suficiente?

Seus problemas acabaram!!!

Na nova tag Jogos Insanos apresentarei jogos simples, porém capazes de dar um upgrade em qualquer ocasião. Todos eles já foram devidam
ente testados e aprovados pela coligação Ordem no Caos-PS-Inquisitados, o que significa diversão garantida para toda a família(?!).

Todos os jogos que serão apresentados requerem apenas alguns amigos corajosos e/ou pinguços, um ou dois maços de cartas (baralho), dados multifacetados (os famosos dados de RPG), um ou mais litros de alguma bebida alcoólica forte e barata (Caninha da Roça, Baikal, Leonoff e a tão temida Komaroff são as mais recomendadas) – se você for menor de idade, substitua a bebida alcoólica por água (muita água), falo sério - e por último, mas não menos importante: uma caixa de chocolate, só por segurança.

Então, como diz o Bial, vamos aos trabalhos.

Dadinho

Número de Participantes: 4-10+ (máximo 20)
Material: dados multifacetados proporcionais ao número de participantes (veja adiante)

Como jogar

Os jogadores sentam em circulo e um deles é escolhido aleatoriamente. Ele irá rolar um dado de X faces onde X é igual (ou o mais próximo possível) do número de jogadores. A partir dele, cada jogador irá rolar o dado uma vez. O jogador que obtiver um resultado em sua rolagem igual ao jogador que começou a rodada terá de beber uma dose (ou um copo d’água). Caso nenhum dos jogadores tire o mesmo resultado que o jogador que iniciou a rodada, este terá de beber duas doses (ou dois copos d’água).

O jogo continua com uma nova rodada sendo iniciada pelo jogador à direita do jogador que começou a rodada anterior.

Exemplo Prático (com 4 jogadores)

Gustavo lança um dado de quatro faces (D4) e obtém um 2 de resultado. O jogador à direita de Gustavo é Matheus. Ele rola o dado e obtém 3. O seguinte é Igor, que obtém 2 e João, que também obtém 2. Ao fim da rodada, Igor e João beberam uma dose cada um.

O jogo continua, dessa vez com Matheus iniciando a rodada e obtendo um 4 de resultado. Logo depois Igor(3), João (2) e Gustavo (3). Nesta rod
ada, nenhum dos jogadores, além de Matheus, que iniciou a rodada, tiveram resultado 4. Portanto, Matheus terá que beber duas doses e segurar o vômito.

Variações

Salvamento

Para diminuir o potencial cruel adicionar um pouco mais de emoção ao jogo pode-se combinar que apenas um jogador bebe por rodada: o que iniciou a rodada (caso ninguém obtenha o mesmo resultado na rolagem) ou o último jogador que tenha obtido o mesmo resultado na rolagem que o primeiro, ou seja, sempre que um jogador obtenha o mesmo resultado da primeira rolagem ele “salva” o jogador anterior que tenha obtido o mesmo resultado. No caso do exemplo acima, utilizando essa variação, apenas João deveria beber uma dose, salvando Igor que também tirou o mesmo resultado da primeira rodada.

Paladino

Esta variação é bem simples: caso um jogador já tenha bebido mais de cinco doses, um outro jogador pode, por altruísmo, escolher beber em seu lugar a próxima vez em que ele tivesse que fazê-lo.

Por que é divertido?

Dadinho é um jogo de azar sem frescuras. Não tem estratégia e nem maloqueragem. Quem for azarento, bebe. Simples assim. E pouca coisa é mais divertida do que ver alguém realmente azarento tendo que encher a cara por causa disso. Concordam?

Não percam: no próximo Jogos Insanos você irá conhecer o temido Pa-Pin-Pou!!

Até a próxima!

Saúde!!!

Importante: esta coluna não faz nenhuma apologia ao uso irresponsável do álcool (como nós fazemos). Se você for maior de dezoito anos, vacinado e tão babaca quanto a gente, sinta-se a vontade porque vai ser divertido. Se você acha que não, não experimente e depois saia por aí dizendo que a culpa é minha, ok!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Todo Carnaval tem seu fim ou não precisa ser assim?

Feliz Ano Novo!!!


Ahn!? Ta achando que estou atrasado? Me perdoe, caro leitor, mas, se você está em território brasileiro, o ano está começando agora. Sim, é verdade. Mesmo que você tenha trabalhado igual a um filho da puta durante Janeiro e Fevereiro (como eu).

Então por que tá começando agora?

Porque acabou o Carnaval!!!

Ok, ok. Cada um na sua e se você não concorda comigo tudo bem. Não sou radical e sei que muitos, talvez, não pensem como eu.

Admito. Durante alguns anos dos meus vinte e cinco recém completados (parabéns pra mim!) tentei fugir da “bagunça”. Mas tem algo no Carnaval que me atrai. Não que eu faça questão do tumulto, do barulho dos trios ou seja um fã dos desfiles de agremiações ou de fantasias. Nada disso...

Sei lá...É o clima. O ar que se respira. Mesmo que em alguns lugares cheire a cerveja, suor, sexo ou urina, o aroma do carnaval tem um “quê” diferente. Algo que remete a alegria contagiante. Como se todos nós tivéssemos vontade de cantar músicas e dançar ritmos que nos são, no mínimo, indiferentes na rotina. De beber até cairmos perdermos a timidez. De nos entregar a luxúria sem a vergonha dos “dias normais”. Como se usassemos máscaras que cobrem nossos rostos para permitir que sejamos nós mesmos. Ou talvez algo que gostariamos de ser de verdade, mas não conseguimos por uma série de motivos. Mas isso não é assunto pra agora.

Talvez daqui a pouco. Por enquanto estou no embalo da folia. E se pudesse gostaria de assim permanecer. Curtindo a vida como um bloco. Enchendo a cara de experiências novas. Me embriagando de alegria e vomitando as angústias passageiras. Enquanto curto a ressaca nos braços do meu amor...

Halala-ô- ôoô-ôoô!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Quem conta um Conto....

Saudações!!!

Acredito não ser segredo pra ninguém o meu apreço pela leitura. Mas o que talvez não seja do conhecimento do leitor é fato de um de meus “sonhos adolescentes” ser justamente o de escrever um livro. Um sonho tipicamente nerd como eram também o de criar um jogo eletrônico, trabalhar para uma revista de RPG e o de ler histórias da Turma da Mônica Jovem. Sério mesmo. O mais curioso é que consegui, embora parcialmente, realizar a maioria deles, mas isso não vez ao caso no momento.

Mas e o livro?

Pois é, o livro ainda não foi escrito. No momento, me contento em escrever Contos. Livros de contos estão entre os meus favoritos, principalmente os de horror pessoal (Stephen King, Lovecraft e Neil Gaiman) e os de fantasia medieval (RA Salvatore, J.M. Trevisan, Leonel Caldela). Além desses, algo que sempre me atraiu foram histórias eróticas, como por exemplo, as contadas por nomes notáveis que vão desde o Marquês de Sade até Nelson Rodrigues passando pela minha prima Luciana Santos, que incorpora o erotismo em seus textos como poucos escritores – sem querer babar o ovo.

Na hora de escrever, no entanto, sempre me senti mais à vontade com o gênero de fantasia, fonte bastante experimentada através autores como os supracitados. Porém, em Arauto de uma Nova Vida, tentei algo mais audacioso: incorporar em um texto fundamentalmente medieval, um mini-conto de conteúdo erótico. O resultado você pode conferir logo abaixo.

*****

Antes, em um lugar longe dali, inúmeras velas crepitavam em um quarto pouco iluminado. O aposento era grande. Os quadros nas paredes. O tapete no chão. A cama e a mobília de madeira nobre. Os lençóis de veludo luxuoso. Tudo fazia daquele lugar, algo digno de reis. Aquecido pelas chamas e iluminado apenas pela luz de velas.

Yurick estava na cama. Tinha um cálice de prata em sua mão. Tomou um gole do líquido e a manga de sua blusa deslizou por seu braço revelando um sem número de cicatrizes. A blusa era de um linho tão puro e fino que denunciava sua nobreza, enquanto o seu torso bem torneado à mostra garantia-lhe um ar de despojo. O azul dos seus olhos refletia a luz tímida do ambiente enquanto brilhavam apontando em uma única direção.

A mulher havia entrado no quarto há pouco. Seu longo vestido de seda parecia hipnotizar o olhar do general. As velas contra o vestido revelavam o contorno de seu belo corpo jovem. Estava descalça. Uma delicada jóia adornava-lhe tornozelo, dançando leve a cada passo. Passos lentos em direção a cama. O andar de Morgannah era tão leve, tão silencioso, que se comparava ao de uma tigresa à espreita. Seus olhos também não dispensavam o jeito felino. Era selvagem...Um sorriso malicioso nasceu em seus lábios quando tomou para si o cálice de prata e o levou a boca. A ponta de uma adaga de ouro pressionou levemente o peito de Yurick como se saída de lugar nenhum quando tentou abraçá-la. A língua furtiva sorveu gotas de vinho de seus lábios enquanto seus olhos penetravam os olhos do seu amado.

A ponta da adaga deixou o pequeno ponto vermelho no peito e deslizou pelo abdômen num passeio leve, distraído. O metal frio, a dor leve da lâmina e a excitação do momento causavam um arrepio intenso no general. Morgannah encarava-o com um olhar misto de malícia e inocência. Súbito, um suspiro. O passeio de sua lâmina foi interrompido por um movimento brusco. Seu pulso levemente torcido. Imobilizado. A seda do vestido negro dançou acariciando sua pele alva até deixar parte de um de seus seios à mostra. Uma mordida leve em seu lábio inferior desafiou a boca de Yurick. Um beijo intenso e duradouro, intercalado por gemidos contidos. O cálice caiu e derramou seu líquido vermelho no tapete quando as mãos se uniram. Tenderam aos lençóis.

A sincronia da cópula gerava uma sensação ilusória de dois corpos sendo um só. Talvez o fossem. Suas mãos buscavam o alívio de um prazer que beirava a dor no corpo do outro. Quando as pontas dos dedos não aliviavam, eram as unhas que o fazia. Quando não as unhas, os dentes, os lábios, o próprio corpo, em uma dança de sedução infinita. Os gemidos já se tornando sofreguidão. Os movimentos dos quadris involuntários. E assim permaneceram enquanto o tempo distorcia-se ao redor como se quisesse tomar parte daquela dança.

Yurick experimentou como nunca à intensidade do prazer que o dominava. Corpo. Mente. Espírito. Entregue plenamente ao êxtase daquele momento, o general envolveu sua amada nos braços fortes contra o peito nu, mordeu-lhe o pescoço em um último ato falho de resistência. A explosão deixou o seu íntimo em um turbilhão de emoções desconexas que traziam consigo uma única certeza. E ofegante, o general de muitas vitórias, frágil como uma criança, sussurrou tímido, entregue, indefeso no ouvido de sua amada – Eu amo você, Morgannah...

*****

Então é isso. Como disse anteriormente, o erotismo não é a “minha praia” na hora de escrever, mas admito sem modéstia que fiquei satisfeito com o resultado.

E você?

Em tempo, se quiser dar uma conferida no conto inteiro, basta vir por aqui.

Até a próxima!

Escondido atrás da Porta...

Você é Louco?!

Provavelmente você, como eu, já ouviu essa expressão algumas dezenas de vezes no decorrer de sua jovem vida (lembrando que a juventude pouco tem a ver com a idade, que o diga meu coroa).

A coisa começa a complicar, no entanto, quando se começa a perceber que a pergunta lhe é absolutamente pertinente diante de algumas manias inexplicáveis, como colocar nomes em objetos e conversar com eles como se fossem pessoas de verdade e achar isso a coisa mais natural do mundo.

Bem, eu tenho algumas manias que me colocariam invariavelmente na posição de doido varrido, mas não cabe no momento listar todas elas. No entanto, uma talvez seja digna de análise.

Eu tenho paixão por Sustos!

Não faço objeções. Sustos de qualquer tipo têm um considerável potencial para me garantir um agradável período de incontrolável gargalhada.

Gosto de pregar sustos. De planejá-los meticulosamente. Só não faço mais por temor de matar alguém do coração, literalmente. Admiro, porém, incondicionalmente os sem-noção que não temem tal fato e pregam sustos dignos de prêmio, como permanecer impassível dentro de um armário por minutos a fios enfiados em uma máscara de borracha apenas para verem a face de pavor instantâneo de um infeliz ao se deparar com tal bizarrice.

Sustos me encantam. Dos inocentes sem intenção assassina aos cruelmente planejados; passando pelos inquisidores, aqueles que externam indolentes a verdadeira sexualidade da vítima a tanto negada sem a menor misericórdia.

Sim, você pode me taxar de louco, mas antes tente me entender.

A mágica do susto está numa fração de segundo, quando o rosto alegre ou distraído da vítima se contorce em pavor súbito em um ínfimo intere de tempo, porém mais que suficiente para arregalar olhos, arreganhar bocarras desavergonhadas e propagar no ar o agradável som do berro histérico, do impropério inconsciente ou da desmunhecada impagável.

Confesso. Sinto-me um tanto quanto envergonhado de admitir, mas cada detalhe do processo do susto ativa gatilhos dos meus instintos mais primitivos, garantindo uma sensação quase viciante de breve alegria genuína. Não seria honesto se a negasse. E não pretendo fazê-lo.

Acha mesmo que sou louco? Não responda ainda. Assista todos os vídeos abaixo (carregam bem rápido) e seja, como os loucos, honesto consigo mesmo antes de dar seu veredicto.

Ah, um lembrete: não deixe de reparar nos rostos e nos detalhes.

Boooúuuuullll!!!!








sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Não foi apenas um muro quebrado...


Hoya!!!

Hoje passei por uma situação que me arremeteu aos 15 anos de idade. Época do ensino médio. Época onde a grande maioria dos jovens cria os primeiros esboços do que serão para o resto de suas vidas.

Foram três anos da minha vida tão bem vividos que não esquento de parecer um tiozão quando digo para a moçada aproveitar esta época que será, em muitos aspectos, a melhor de suas vidas.

Foi no ensino médio que conheci vários de meus amigos mais chegados (alguns poucos mais que isso). Enfrentei minhas maiores decepções; daquelas que esmagam pra fazer crescer e enfraquecem pra fortalecer. E aprendi que círculo de debate numa aula de geografia pode acabar com a vida de um homem se ele não for o filho da mãe mais sortudo do mundo.

Talvez dez anos não seja tempo demais. Porque hoje viajei no tempo e contemplei , do outro lado do muro, o tolo pensamento revolucionário de outrora. A vontade de mudar o mundo era genuína. O pensamento sobre como fazê-lo é que era inocente e, portanto, facilmente influenciável por mentes tão inteligentes quanto maquiavélicas. Maldosas por usar o fôlego jovem e honesto como combustível inflamável de suas intrigas imediatistas e céticas de grandes mudanças. O velho paradoxo do Passado usando a possibilidade real de mudança futura para fomentá-lo; enraizado na filosofia equivocada de que “tudo poderia ser diferente / lamentável que nunca será / Mas devemos continuar tentando”.

Mais lamentável, no entanto, é que, na realidade, não mudou quase nada. Hoje vi jovens na mesma situação que há muito me via. Mentes revolucionárias desperdiçadas. Peões de xadrez desacreditados por ainda não possuírem a capacidade de argumentação na qual demanda a verdadeira mudança. E que por isso, dificilmente, infelizmente, conseguirão mudar o quadro.

A triste nostalgia me levou a textos antigos. Textos que explicitam este fôlego para construir algo realmente novo. Textos belos, por inocentes. Textos jovens. Textos como esse:

Eu quero serrar as grades do presídio.
Botar pra fora os miseráveis que chamaram de bandidos
Deixe que eu fume a droga da justiça,
E tragarei vingança, expelindo ressentimento.

E se a Justiça aqui é feita à bala
Vou balear as entranhas da Justiça.
Lutando pela porra de um país fudido
E não pela bandeira de um partido

Alem de tudo, não quero gritar no escuro
E talvez um dia ser lembrado como um cara que falou.
Quero botar minha caneta em punho
E ser lembrado como um cara que fez
Tão Pouco...mas suficiente.

E lembrarão que somos gente
Que os jovens falam, fazem e sentem.
Criticamos e lutamos
Temos sangue quente nas veias.
E por este sangue que ferve ao se clamar por igualdade
Não iremos nos calar.
Mesmo sem saber ao certo se iremos alcançar...

Trecho tirado do poema “Eterno embate juvenil”, escrito por mim por volta de 2000.

Até Breve (eu espero)

Eu?

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Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brazil

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