"Antes de mudar o mundo, mudar a gente. Ajuda pra caramba..." (Renato Russo)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Desculpe o Auê

Uow!!!


Muito foi falado aqui no Ordem no Caos sobre relacionamento. Diversos posts foram dedicados aos fatos, eventos e teorias que compõem o universo social. Mas pouco toquei no assunto que é o fantasma de muitos casais: o Ciúme. Sim, o ciúme.

Você se considera ciumento? Não? Tem certeza disso?

É assustadora a quantidade de jovens que passam por esse problema no relacionamento nos últimos anos. Os motivos não são poucos e vão desde a insegurança infantil até as ameaças flagrantes que colocam em cheque a fidelidade de qualquer casal após o “boom” da liberação sexual. Vale deixar claro que não culpo este último. O que falta, no entanto, é o reconhecimento de que certos valores realmente mudaram nos últimos tempos e cabe a nós nos adequarmos a eles sem necessariamente passar por cima dos nossos próprios. Mas isso não é papo pra agora...

Acredito seriamente que todos somos portadores deste sentimento inconsciente de posse, embora em níveis variados. Porém, saber controlar este sentimento tenso que se acumula em nosso diafragma diante de uma situação incômoda de ameaça pode ser a chave para a boa vivência e êxito em um relacionamento.

Vejamos.

Segundo a maioria dos psicoterapeutas, o ciúme se manifesta com maior intensidade em relacionamentos amorosos, embora seja fato que pode haver ciúme entre pais e filhos, irmãos, amigos, professores, enfim. Iremos nos ater ao caso mais clássico.

Ainda segundo especialistas, o ciúme é, por definição, um sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade, fazem nascer em alguém. Em outras palavras, o seu ciúme nasce diante de uma ameaça, real ou não, de você perder a pessoa amada. E isso não tem nada de anormal. Querer proteger algo de real valor pessoal diante de uma propensa ameaça é o que se espera de qualquer ser humano dito normal.

A coisa pega, no entanto, quando o sentimento de proteção começa a dar lugar a um sentimento de posse que vai inundando a individualidade do parceiro(a) até impedi-lo(a) totalmente de respirar no seu mar de perguntas, cobranças e exaspero diante dos menores eventos. O fim disso pode variar consideravelmente de casal para casal, mas dificilmente será diretamente ligado ao amor que se sente, mesmo que alguns não admitam, porque um ser humano só entende que estar com uma pessoa porque a ama de verdade quando se sente livre para sair desse relacionamento sem maiores traumas para ambos, porque são, antes de tudo, pessoas independentes. É como aquele cara que viveu anos dentro de uma casa com a porta aberta e ficou imediatamente desesperado para sair quando trancaram a porta.

Então o primeiro passo para lidar com o ciúme é, em minha opinião, valorizar-se como pessoa e entender que você não precisa tanto do seu parceiro quanto você pensa. Pode parecer cruel, mas não é. Eu pergunto: você não viveria normalmente caso não estivesse topado com o amor da sua vida?

Duas perguntas são essenciais:

1 – Eu ainda sou a mesma pessoa que era quando começamos o relacionamento? Por quê?

2 – É realmente o melhor caminho para a felicidade de ambos impedir que ele(a) aja da mesma forma que agia quando nos conhecemos?

Claro que certas coisas diferem a vida de um casal de quando eram solteiros. E aí chegamos à próxima dica par o “bom viver” sem que ciúme seja um obstáculo intransponível: os “contratos”. Uma ótima atitude para um casal em potencial é deixar claro para o parceiro o que você admite e o que você não admite de jeito nenhum. Listar mesmo. Promover um “contrato” pré-relacionamento é uma medida de garantia contra futuras cobranças. Ser sincero aqui é fundamental. Claro, novas cláusulas ou mudanças futuras podem aparecer no contrato mediante diálogo, mas a estrutura da relação já foi instituída. Vamos ao exemplo:

Luke e Léia se conheceram em um barzinho. Começaram a conversar e no final da noite acabaram trocando um beijo que acabou sendo melhor do que ambos esperavam. Acabaram se encontrando e se beijando outras vezes. Durante esses encontros, ambos conversavam sobre os motivos para que estivessem solteiros, como eles viam um relacionamento a dois, o que eles esperavam de um parceiro, etc. Três meses depois decidiram “oficializar” a relação e, sem querer, já sabiam praticamente tudo que o outro admitia ou não numa relação a dois. Estão felizes até hoje, pelo que sei.

O resumo da ópera é: não é o que está errado. É o que se acha errado. Muito provavelmente não se admite uma traição, por exemplo (aqui vou me ater ao senso comum embora particularmente ache o sentido de “traição” bem mais profundo). Mas e se Luke e Leia não ligarem pra isso? E se Leia havia dito ANTES que curtia uns pulos por fora para o relacionamento não cair na rotina e Luke achou o máximo? Esta é a importância do contrato. Acaso Luke comece a se incomodar com as escapadas de Leia, cabe a ELE deixar isso claro através de uma conversa ponderada. E cabe a ELA decidir o que fazer diante disso. Assim o ciúme não se tornará possessão e a cobrança não se fará justa.

Eu prezei pelo exemplo mais clássico que é o da dita traição, mas também tem as coisas mais sutis, como postura. Sinceramente acho uma puta sacanagem um cara proibir sua namorada de sair com roupa tal depois que começam a namorar, se ela já saía assim quando se conheceram e ele não mostrou se incomodar. Mais uma vez entra a questão do contrato. Se o cara realmente não gosta, deve deixar isso claro ANTES de começar algo mais sério. Um “eu só não te pedi em namoro ainda porque não sei realmente se conseguiria agüentar os caras olhando pra você por causa dessa saia minúscula” [n.t. não me imagino falando isso], já seria suficiente pra garota saber que não adiantaria depois chorar pelo leite derramado caso o cara desse uma crise de ciúme quando ela chegasse no local marcado com aquela saia e não perceber que, de súbito, o futebol deixou de ser interessante para todos os cidadãos solteiros que estavam no mesmo local.

Portanto, senhoras e senhores, a melhor prevenção contra crises de ciúme dentro de um relacionamento é, por fim, conhecer o parceiro, ser honesto. Deixar claro o que você admite e o que não admite. Permitir que ele decida. Dialogar sempre.

Dicas para não sentir ciúmes

Por outro lado, existem pessoas realmente ciumentas. Dessas que não emprestavam os brinquedos quando criança e que depois de adulto (??) não permite que o(a) parceiro(a) dê um passo fora do controle. Se você acha que é assim...ahn..bem...como vou dizer?...Bem, leia as dicas abaixo e tome jeito!!!

1. O ciúme é um sentimento universal, que começamos a sentir quando somos bebês e percebemos que nossas mães têm outros interesses além de nós. Antes de tudo, não procure negar o sentimento. Ao reprimi-lo, você faz com que ele volte com muito mais força.

2. As mulheres não são mais ciumentas que os homens. A sociedade apenas permite que elas exteriorizem mais seus sentimentos.

3. Procure confiar no seu parceiro. Respeitar sua individualidade. Conversar sempre que o ciúme aparecer é essencial para impedir grandes mal entendidos e conseqüentes brigas. É impossível barrar o ciúme, já que estamos sempre envolvidos em diferentes ambientes onde existem outras pessoas.

4. Saiba se valorizar. Entenda que a segurança que você busca em seu parceiro existe dentro de você também.

5. Analise seu ciúme. Veja em que proporção ele tem a ver com seu passado, sua personalidade, seus relacionamentos passados. Fazendo isso você chegará a conclusão se este sentimento é pertinente para a relação atual.

6. Não generalize algo que ocorreu uma ou pouquíssimas vezes entre ao suposto rival e a pessoa amada. Não fique cego a ponto de não perceber as informações que possam acabar com sua idéia de traição.

7. Os especialistas dizem que por vezes o ciúme é uma projeção que pode resultar de uma vontade de trair. Você atribui ao companheiro(a) uma vontade que originalmente é sua, consciente ou não.

8. Não confunda ciúme com zelo. Ciúme não é prova de amor. Quem zela, quer o bem estar do outro. Quem tem ciúme, quer manter o outro a qualquer custo.

9. O ciúme torna-se doentio quando quem o sente passa a ver em tudo e em todos uma ameaça ao relacionamento, perdendo a noção da realidade e tolhendo a liberdade do outro. Procure ajuda psicológica especializada se este for seu caso.

10. O ciúme é diferente da inveja. Quem tem inveja, deseja uma qualidade ou posse do outro. Mas a inveja e o ciúme podem aparecer juntos quando, por exemplo, desejamos uma qualidade inerente ao suposto adversário.

E, pelo Amor que você tem a Deus, NADA de senha de msn, orkut, email, caixa postal da celular, etc. Sim, você pode não está fazendo NADA demais, mas isso é motivo de sobra para que você perca sua individualidade. Uma ração deliciosa e calórica para alimentar o ciúme que jaz dentro de um ser humano.

Então, fica a idéia. Reflitam sobre isso e sejam felizes!!

May the Force be with you

Foto: Infidelidade (há controvérsias)

Ouvindo: Woman in the Chains - Tears for Fears

As dicas foram retiradas do Artigo Como Lidar Com o ciúme num Relacionamento.

3 Comentários:

Tati disse...

Acredito que o ciúme leve, no sentido de proteção, faz bem. Ele ajuda o ser humano a não se acomodar e faz com que ele esteja sempre tentando reconquistar o parceiro a cada dia.

E ele diz muito a respeito do desenvolvimento psicológico do indivíduo desde seus primeiros anos de vida. Dificilmente uma pessoa dita ciumenta consiga se livrar desse sentimento sem ajuda de alguém capacitado para tal.

Concordo que os contratos ajudam o casal a se conhecer melhor, a respeitar a individualidade do outro e assim tentar desenvolver o melhor relacionamento possível.

Se sou ciumenta?? Infelizmente um pouquinho sim... Até porque, o ciúme é pura vaidade. ;)

Beijos, Meu Bem!!

Mari(ana) disse...

O ciúmes é algo tão estranho.
Quem o sente dificilmente assume. E quando asume já é de uma forma beeem exagerada!
As dicas são válidas,mas só pra quem está num nível razoável de ciúmes.
Eu não me considero ciumenta. E não é por mim não. Já me disseram que eu não sou ciumenta. Não a ponto de interferir em uma relação.
Acredito que o zêlo é uma coisa diferente, q pode ser um pulo pro ciúmes.
Enfim...
Gostei do tema, inda mais com as notícias q temos vividos atualmente.

Maiana Muzitano disse...

Muiiiito grande.
e eu sei qe sou ciumenta, mas nao possessiva!
:P

a foto eh a melhor, mulhercommulher! hahahahhahaha


tm novo no meu!
beijos eum.

Eu?

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