"Antes de mudar o mundo, mudar a gente. Ajuda pra caramba..." (Renato Russo)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Snap – Arrebentando as Pulseiras!


Salada Mista. Beijinho Mandrake. Tirar nó de papel de Halls. E agora... Snap! Surge mais um jogo onde os adolescentes podem explorar sua sexualidade “brincando”.

Ainda engatinhando em terras brasileiras, o Snap é um jogo que virou moda nas escolas britânicas e virou notícia por aqui recentemente. Trata-se de uma brincadeira onde os jovens usam pulseiras coloridas em que cada cor é um código equivalente a uma carícia que o possuidor da pulseira terá de fazer caso outro jogador a arrebente. As carícias vão desde um abraço até o ato sexual propriamente dito.

Alarmados com a notícia, pais e diretores já pensam em proibir o uso das pulseiras de borracha. Agora eu pergunto:

Proibir é a melhor solução?


No meu tempo as coisas não eram assim

Todos nós já ouvimos esta célebre frase do cancioneiro familiar. O problema é que com essa premissa, pais, avós, mestres e outros responsáveis acabam fechando os olhos para o presente. Não refletem sobre a realidade do mundo em que os jovens vivem e tornam-se inflexíveis diante das mudanças. O resultado? Jovens desinformados (muitos totalmente alienados) que transformam em brincadeira coisas que podem gerar conseqüências para o resto de suas vidas.

E engana-se quem pensa que as tais pulseiras coloridas são retrato de uma geração de jovens que por causa do acesso a Internet e ao apelo sexual dos programas de TV tiveram sua sexualidade aflorada desde cedo. No meu tempo de colégio já tinham (muitas) brincadeiras de conotação sexual que nada mais eram que desculpas para descolar uma ficada. Com 13/14 anos meu coroa já tinha comido sua primeira puta. E no tempo do meu avô provavelmente nessa idade ele também já tinha.

A diferença é que no tempo deles as mulheres eram quase totalmente reprimidas. Hoje sabemos que as coisas não estão bem assim.

Não acredito que Igor ta vindo com papo machista pela primeira vez depois de anos de blog! Calma, longe disso e pelo contrário. Não tenho absolutamente nada contra as mulheres terem os mesmos desejos que os homens, gostarem de sexo e quererem suprir-se disso. Eu tenho algo contra os pais que fecham os olhos para o que suas filhas querem fazer, fazem ou são capazes de fazer e sem querer acabam as obrigando a “se trocarem” em jogos “pseudo-inocentes” porque ainda não podem assumir perante a sociedade suas vontades sem sofrerem pressão por causa disso.

Cai minha cara de vergonha me deparar com pais que proíbem suas filhas de saírem com medo do que elas podem “aprontar”, mas não conversam com elas sobre a realidade, sobre o sexo e seus riscos. Não querem saber nem se elas já transam ou se previnem quando o fazem. Não consigo imaginar a cara de um pai ao ser perguntado pela filha sobre os riscos de se fazer sexo anal. E eles não procuram o diálogo porque permanecer sem saber é mais fácil. O problema é que nem sempre o mais fácil é o mais correto.

E na escola não é diferente. Ensinam pra que serve o Aparelho Reprodutor na 7º Série e nas Feiras de Ciências os alunos aprendem como colocar uma camisinha. Tudo muito bonitinho e moderno. Até que surge, em suas caras pintadas de moralismo, evidências de que a molecada está mesmo trepando. Então eles não tardam em erradicá-las, seja proibindo o uso de uma pulseira ou chamando meninas em um canto para dizer que “aquela coleguinha que já transa não é boa influência”, fomentando o preconceito e a hipocrisia.

Muitos podem dizer que 12, 13 ou 14 anos não é idade para conversar sobre sexo, sair em balada e muito menos de fazer sexo. Concordo que uma mãe ou um pai não deveria falar de sexo com uma menina que ainda brinca de bonecas. Concordo que se deva, nessa idade, controlar horários e procurar saber sobre os lugares que seus filhos frequentam. Mas também há de se estar atento aos seus sinais. Eu que não sou pai consigo perceber de longe se uma garota ou garoto já beijou na boca e se pra ele isso já é corriqueiro ou ainda é novidade. Duvido que os pais não percebam. Mas ao invés de chamar para uma conversa franca, deixar claro que ele já percebeu as mudanças e tentar alí dar conselhos que vão ajudar sem reprimir ele prefere “esperar” e sempre dar um jeito de fugir da conversa. É mais simples. Dizer não quando os filhos pedem pra sair porque sabe que seus filhos já não são assim tão inocentes parece confortável porque quando fizerem merda lá fora vão poder encher a boca para chamá-los de irresponsáveis, fechando os olhos para a sua própria falta.

Tenho a sensação de que pais ultra-conservadores parecem não perceber o tipo de filho que podem estar criando. Não entendem que se seus filhos acatam uma decisão sem argumentos de forma passiva podem se tornar homens e mulheres fracos, submissos, Mansos. Por outro lado, podem também estar criando mentirosos que pensam que se podem mentir em casa e fazerem coisas escondidos, podem agir dessa forma pelo resto da suas vidas, seja no pessoal ou no profissional. Alguém assim é sério candidato a se tornar um mau-caráter de primeira categoria. Mas também parece ser mais fácil fechar os olhos pra isso.

E enquanto fecham os olhos e falta diálogo, sobra hipocrisia e falso moralismo. Crescem barrigas. Surgem Viciados. Surgem derrotados e submissos. Surgem cafajestes e aproveitadoras. Mas acima de tudo, em pleno seio da família...

Surgem Órfãos!

I.A. (porque certas coisas são importantes de dizer)

Observação Importante: acho válido deixar claro que tenho consciência de que existem muitos pais que não se enquadram nas características supracitadas e mais ainda filhos que foram criados por pais conservadores e nem por isso se tornaram fracassados ou maus-caracteres. Aqui, estou fazendo um estudo de caso e não qualquer tipo de generalização.

Aqui você irá saber mais sobre as pulseiras coloridas.

14 Comentários:

Luciana P. disse...

Pra que proibir?
Esses pais e diretores estão doidos. Eu trabalho com adolescentes há anos, e sei bem o tamanho da inocência deles. As atitudes deles são bem menores do que realmente dizem. Eles estão aflorando para a vida adulta, não tem experiência nenhuma, apenas curiosidade. Não são meras pulseirinhas simbólicas que ditarão regras. Querem apenas mostrar que estão por dentro dos fatos e que sabem o significados das coisas.
É claro que proibir não está com nada, iria além da capacidade de compreensão dos adolescentes...
Adorei o post.

Beijos e boa quinta pra vc.

*αʍαทđα* disse...

tbm nao vejo sentido em ´proibir. Fala serio as criancinhas sao muito ingenuas... para elas é soh uma pulseirinha...

Mari(ana) disse...

Proibir nunca foi a solução de nada!
Lembro de N brincadeiras na adolescência relacionado a "ficada" e confesso que ninguém fazia nada aquilo que não queria fazer.
E nada passava de um beijo!!
Ahhh...eu acho que estão com muito alarde pra pouca coisa.
Pensem na qualidade de ensino, na qualidade dos professores e nas condições que essa crianças estudam... depois pensem em suas brincadeiras ou se isso pode influenciar alguma coisa diretamente na educação.
Respeitar os seus próprios limites deveria ser algo ensinado pelos pais para evitar qualquer tipo de abuso por parte de supostos colegas, o resto é balela.

Beijos

Joanne Cardoso disse...

Hummm, confesso que demorei pensando o que comentar, porque as vezes entro em contradição comigo mesma arrespeito de assuntos como esse, que ñ deixam de serem polêmicos. Que proibir não resolve nada isso é fato.
Porque quando adolencente quer fazer algo, faz, e o pior que escondido.
Acho que o maior problema nisso tudo é que os país ñ conversan com seus filhos sobre o sexo. Acha mais facil calar. Por isso que existe tanta doença e muitas jovem gravidas.

Gostei muito do seu blog.



http://descobridoresdossetemares.blogspot.com/

ਏਓ ㅤ đαииï̯ ㅤ ਏਓ disse...

Tenho filhos pequenos e fico imaginando em que mundo eles estão crescendo...

Se agora está assim, imagina daqui a 10,15 anos?!

Enfim... proibir não vai adiantar!
{como sempre}

Ótimo post!
Bjs:)

Lady disse...

bem como c conhece um pouco da minha vida o que acha se eu usar uma destas?vira um arco iris né?
bjsss e obrigada pela visitinha volte sempre

JASMINE TIGER disse...

proibir?? claro q nao ..acrdfito q os pais deve orientar seus filhos simplesmente isso
nada melhor q uma boa conversa
beijossssssssss

Yaoanna a única disse...

Óbviamente proibir não vai impedir q apareça outra "brincadeira" q leve a atos sexuais. Brincadeiras desse tipo nessa fase sempre existiram e vão existir até por ser uma boa forma de descobrir como e o que fazer para muitos adolescentes, porém o ato de proibir só vai estimular ainda mais a prática disso afinal é aquele velho ditado "tdo q é proibido é mais gostoso"...para os pais não há uma receita de bolo pronto pra fazer um filho perfeito q não se interesse por sexo,drogas e rock and roll (ou pagode, funk e afins rs). Hj eu no auto da minha experiencia de meus 23 anos sendo 4 deles como professora, afirmo q filho meu não vai sair comendo ou dando qualquer coisa por ai, não falo q vou proibir porém espero tentar mostrar q pra tdo na vida tem hora certa e q na minha opinião existem coisas muito mais importantes e interessantes de se fazer aos 13 anos sem ser sexo. Mas venhamos e convenhamos, dizer q é brincadeirinha inocente essa da pulseira é sacanagem né, com 13 14 15 anos todos nós já sabiamos o q podia ou não ser feito independente de criação, e hj esse dissernimento chega cada vez mais cedo, tiro isso pelos meus alunos de 4 e 5 anos q sabem como o bebe chega na barriga da mãe ou até q meninas tem seios e meninos tem mamilos, e q só pode namorar quando já trabalha pq namoro custa muito dinheiro. Proibir é mole passar a mão na cabeça das "menininhas" q usam pulseira cor de rosa dizendo q é pq gostam da cor quando na verdade é só pra alguém arrebentar e ela perder a virgindade da boca ou de outro lugar também é mais fácil ainda...
Mas cá pra nós... eles não divulgaram qual é a tabela de cores e o q elas representam não???
bateu curiosidade huahauha

pimenta disse...

Chamou-me a atenção o teu blog, porque vi um comentário no blog da Luciana.
Gostaria de dizer que normalmente a proibição dá lugar à curiosidade, tentar saber mais sobre o assunto, e explorar tudo o que o rodeia.
Se chamarmos a atenção dos jovens proibindo o uso das pulseiras, então é o mesmo que dizer que eles vão usar e vão ter necessidade de saber o que está sendo proibido.
E como lá diz o ditado "Fruto proibido é o mais apetecido".
A descoberta faz parte do crescimento, e do amadurecimento do ser humano, claro que temos riscos, mas o melhor será ensinar e preparar os jovens para esses contratempos.

Gostei muito do seu blog, virei passando de vez em quando.
Um beijinho

Manuela

Lady disse...

adorei
quero o pote
bjsssss volte sempre

André Seyffert disse...

Todo o que é escondido é melhor!! É o que dizem não é, intão se proibirem eu acho que ficará pior muito pior!
Muitas pessoas vão usar por apenas acharem bonito ou "fashion"!! acho que aqui não pega essa brincadeira, por que sexo muitos adolescentes já fazem sem precisar de ajuda de bricadeira!!!

Luciana P. disse...

Aspirante a bom de cama, é? Hummm, sei!!!
Bom, eu não diria que a mulher ficaria na condição passiva, digamos que ela é coadjuvante, pois nada melhor do que alguém pra conduzir o enredo, repassar as falas, ensaiar a cena e finalmente atuar. Mesmo em tempos de cinderelas pós-modernas, um homem de atitude é necessário na cama, oh se é.

Beijos, lindo!
Um ótimo dia pra você.

Mila disse...

Proibir pra que?
O ideal seria educar, uma pulseira não tem nada de mais, o problema está na "moda" que atribuem a ela.

Pedro disse...

Heeey....

Eu acho que se for proibido , muito mais pessoas irão fazer , pois o que é proibido num é melhor?
hehehehe

Eu?

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