"Antes de mudar o mundo, mudar a gente. Ajuda pra caramba..." (Renato Russo)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

::: O AVESSO DO AVESSO :::

Pelo visto, mais do que nunca vale a pergunta: afinal, a Culpa é de quem?



Ainda hoje estava assistindo no Jornal Hoje uma reportagem sobre Flagrantes que mostram a brutalidade dos ladrões nas ruas das grandes cidades. Mais uma daquelas matérias que nos deixam revoltados com a ousadia de caras que ainda clamam por direitos humanos quando o vento sopra contra eles. Mas não será hoje (ainda) que entrarei em certos porquês, mas ver reportagens desse tipo é uma constante em nossos noticiários. Todos nós sabemos disso.

Mas eis que um complemento da matéria me chamou muita atenção. Alertavam sobre os “erros” que o cidadão cometia enquanto transitava por uma rua movimentada. Coisas 'arriscadíssimas' como falar no celular, ouvir música ou até mesmo pensar nos próprios compromissos facilitam a ação dos criminosos. “As pessoas podem ajudar mantendo bolsa à frente, evitando fazer uso celular em movimento”, concorda o Capitão da polícia.

E eu também concordo que andar na rua está perigoso e... para aí: Então estão querendo dizer que a culpa por ser assaltado em plena luz do dia numa das avenidas mais movimentadas da América Latina é minha?!

Aqueles que me conhecem sabem que irei carregar, provavelmente pra sempre, em meu braço direito a pergunta: A Culpa é de quem? Hoje, no entanto, a pergunta é mais direta, objetiva e apresenta um tom ainda mais indagador. Porque, pelo que ando vendo, não é de hoje que alguém está querendo, através de entrelinhas quase subliminares, nos responsabilizar por coisas que muitas vezes não nos cabe.

Portanto, fiquemos espertos.

Até!

I.A.

3 Comentários:

Luciana P. disse...

É verdade, Igor, a coisa tem sido vista com tanta naturalidade que ninguém se preocupa em observar o porquê desse comportamento social em roubar, surrupiar, apossar-se do que é seu... ninguém pensa em quais são as causas que levam um cidadão a fazer isso. Somos nós que temos que nos cuidar e ainda achar que erramos caso sejamos pegos em flagrante "cometendo" erros por aí.

Beijos, adorei a reflexão!

Luciana Santos disse...

Salve, salve... Estamos de volta! (Como já diria o Bial, rs)...

Pois é, meu querido primo... às vezes me pego fazendo tais perguntas que eu tenho convicção que nunca serão respondidas.

A violência como todos sabem é gerada através de um comportamento ou conduta social. Não estou aqui para entrar em detalhes e emitir delongas sobre responsabilidade pública, questões sociais ou governamentais. Até pq até isso já se tornou batido, falácia!

Uma vez, bem me lembro que estávamos conversando acerca da nossa cidade. Que num reles feriado, tinha tipos e figuras entranhas transitando à noite, numa sexta-feira de balada e interação! Figuras que fazem com que nos sintamos desconfortáveis talvez até de sentar num bar e tomar uma cerveja com um amigo, pois muita das vezes, apenas o fato de se esbarrar em alguém é motivo pra confusão ou até pra levar um tiro. Como já diria Silvio Luiz: "Tá lá um corpo estendido no chão"! E a culpa é minha?

Então é de quem?

Boa, primo! Como sempre...

Aguardo uma visita sua ao meu! ;)

Igor André disse...

Duas Lucianas? Blogueiras? Inteligentes? No Ordem? Depois dizem que raios não caem duas vezes no mesmo lugar :)

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