"Antes de mudar o mundo, mudar a gente. Ajuda pra caramba..." (Renato Russo)
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terça-feira, 27 de abril de 2010

::: O PREÇO DA TRAIÇÃO :::

Você é do tipo de cafajeste que gosta de sair por aí destruindo os lares alheios? Cuidado, malandro(a). Você pode acabar pagando pensão.
 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

::: O AVESSO DO AVESSO :::

Pelo visto, mais do que nunca vale a pergunta: afinal, a Culpa é de quem?

domingo, 10 de janeiro de 2010

O porque da ausência


Olá a Todos!

Provavelmente alguns já notaram minha ausência. Nos últimos dias tenho vivido uma batalha junto com meus familiares e amigos. Minha mãe acabou de passar por uma cirurgia delicada devido a um Aneurisma Cerebral. Tudo aconteceu de repente, na última terça-feira, após um aumento súbito de pressão seguido de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que por sua vez gerou o aneurisma.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quem e Quanto somos?


Há muito tempo atrás, lá pelos idos de 2007, eu toquei em um assunto aqui no Ordem, mas como no dia não estava muito bom para tocar a idéia prometi que voltaria a falar no assunto futuramente. Só que nunca mais voltei. Até hoje.

Você consegue ser dois ou mais de você mesmo? Ao mesmo tempo?

Sim eu sei que as perguntas são profundas demais pra você responder assim de súbito, portanto não responda ainda. Antes, peço que acompanhe a linha do raciocínio.


Pense em como era sua vida antes da Internet. Lembre-se de como era sua interação com as pessoas. Contato pessoal. Telefonemas. Cartas. E só! Você poderia estar com muita gente ao mesmo tempo, mas jamais poderia estar com muita gente, ao mesmo tempo, sem que os outros interlocutores tivessem conhecimento um do outro. Se você tivesse conversando com Maria e João, obrigatoriamente o João também teria conhecimento de Maria. Talvez existissem raríssimas exceções, mas essas eram as únicas possibilidades de interação social. Certo? Até que...

A Internet trouxe consigo uma Revolução desse paradigma!

Repare. Você já deve ter passado por essa situação.

Imagine-se conversando no Messenger com duas pessoas: eles não têm conhecimento um do outro, mas ambos são seus amigos. Maria ta puta da vida porque seu namorado saiu novamente sem avisar e chegou de madrugada em casa. Coisa que você já ouviu 473 vezes, mas ainda tem paciência para dar conselhos. Mas aí João pede sua atenção eu odeio quem faz isso porque está esperando a resposta para o convite que te fez para aquele programa Sábado à noite. Você responde que está de pé e se anima com as possibilidades. Você se diverte com o bom-humor do amigo e suas piadas toscas. Mas eis que a janela de Maria pisca e ela diz que já não agüenta mais as bolas-fora do seu namorado e que já está cansada de sofrer...

Imagino que agora você esteja entendendo onde quis chegar com as perguntas lá em cima.

Quantos de nós, nós mesmos podemos ser ao mesmo tempo?

Essa é uma retórica que não existiria se não fosse a Internet e suas possibilidades.

Por exemplo, ainda no último post eu falava sobre o assédio sofrido por blogueiros. A Internet permite interação quase pessoal entre pessoas que jamais se viram pessoalmente. O que há 20 anos atrás seria um total paradoxo, hoje em dia é plenamente possível. E essa revolução de paradigmas afeta a auto-estima. Senão vejamos:

Imagine uma pessoa que na infância e juventude era repudiada pelos colegas de classe por sua aparência. Esta mesma pessoa pode ser uma espécie de “símbolo sexual virtual”, desejada por muitos que desconhecem sua aparência, mas se apaixonam por suas idéias.

Se por um lado isso é bom para esta pessoa entender que existe algo mais importante que sua aparência para definir quem ela é e suas capacidades sociais, o que invariavelmente aumentará sua auto-estima; também pode gerar um certo “desapego” ao corpo, a aparência e até mesmo a vida social dita “real” (as aspas servem pra deixar registrado que existe controvérsia em diferenciar como ‘real’ e ‘virtual’ as interações sociais, afinal, por que a segunda não pode também ser considerada real? Mas isso é papo pra depois...).

Não é raro nos depararmos com obesidade mórbida, atrofia por sedentarismo e outras mazelas sofridas por quem passa horas na frente do computador.

Para a maioria de nós pertencentes a uma geração transitória, é obvio que deva existir um meio termo entre os dois mundos. Mas o que dizer das gerações posteriores que já nascerão inseridas em um contexto onde o antigo paradigma fora totalmente alterado?

Podemos ter pessoas confiantes e tolerantes que não se prendem totalmente a arquétipos e códigos de conduta por saberem que tudo isso é muito questionável. Porém, também podemos ter pessoas que por excesso de interação podem acabar desconhecendo a si mesmas, distanciando-se de um mundo que por ser considerado real cobra aparência e capacidade física para permanecer em um mundo onde pode acabar se resumindo a um cérebro pensante que achar que não precisa do corpo para viver e por isso não se cuida.

Você já pensou nisso?

Em tempo: se você comentar e quiser ser avisado sobre uma possível réplica do seu comentário (minha ou de outros leitores) deixe seu e-mail e eu aviso quando houver novidade. Fechado?

I.A.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Me segue no Twitter?


Não, o título do post não é pra você necessariamente me seguir no Twitter, embora se você quiser fazê-lo é só clicar aqui hehe.

O objetivo é tentar refletir um pouco sobre esta ferramenta que cada vez mais cai nas graças do povo brasileiro. Se você é como eu e ainda não entendeu muito bem a mentalidade que está sendo criada pelos brasileiros a cerca da “pomba azul” então vem comigo...

Antes. Tenho certeza que o meu leitor inteligente já subentende que o que será exposto aqui trata-se de conjecturas sobre alguns usuários do Twitter, talvez a maioria, mas não todos eles. Alem disso, são apenas idéias. Se certo ou errado, prefiro que você me diga.

Fechou? Vamos nessa...


Eu sinceramente já não lembro quando ou onde foi a primeira vez que eu ouvi falar no tal site em que você podia “falar qualquer coisa” em no máximo 140 caracteres. Mas lembro bem da minha reação: “Tá. Grande coisa. Qualquer um pode fazer isso através de um blog sem a limitação de 140 carcateres”. Desde então eu esqueci do tal Twitter.

Depois de algum tempo comecei a reparar no fenômeno que você já deve conhecer. Ouvia de um número cada vez maior de pessoas o diálogo de menos de 140 caracteres:

“-Vc tem Twitter?

-Tenho.

-Me segue. Eu to como ‘@qualquecoisa’”.

Eu ainda não sabia o que tinha de interessante, mas, óbvio, dada a minha curiosidade sem limites, eu fui pesquisar o que diabos as pessoas costumavam dizer em 140 letras (+espaço) e o que vi foram coleções de “frases de MSN”, próprias ou dos outros. Se você me conhece o mínimo deve ter idéia do que eu pensei daquilo a hora.

Mais algum tempo até que a uns 4 meses atrás, quando estava pensando em trazer o Ordem de volta a vida, eu me liguei que eu podia utilizar os 140 char’s para fazer propagando do blog, receber o retorno do pessoal e poder responder mais de perto os comentários.

Eu sei que agora você deve está imaginando “dãããã...ele inventou a roda em pleno século XXI”, mas, sem sacanagem, que eu pensei em utilizar o Twitter pra isso sem saber que no fundo ele é JUSTAMENTE pra isso.

Sério, pode até chamar de burro, mas eu não tinha me ligado na grande quantidade de pessoas públicas de qualquer esfera, sejam lojas, autores, blogueiros, pastores, personagens de ficção científica e tudo o mais, usam a ferramenta como uma forma de se aproximar de seu público (e para fazer o público se aproximar entre si) e não simplesmente para divagar idéias sobre o tempo ou pra falar de coisas super importantes para os outros, como “o Guilinguisinho tava muito fofo hoje” ou “Finalmente perdi a virgindade”.

Como disse ainda no início, não quero aqui dizer a maneira certa de utilizar a ferramenta. Claro que você, como eu, pode ser um “ilustre desconhecido” que queira de alguma forma registrar seus pensamentos. Até aí, beleza. Você pode usá-la da maneira que quiser. Mas pense bem antes de tornar o Twitter mais um lugar para as pessoas saberem (e tentarem tomar conta) da sua vida.

Pense nisso!

I.A.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Snap – Arrebentando as Pulseiras!


Salada Mista. Beijinho Mandrake. Tirar nó de papel de Halls. E agora... Snap! Surge mais um jogo onde os adolescentes podem explorar sua sexualidade “brincando”.

Ainda engatinhando em terras brasileiras, o Snap é um jogo que virou moda nas escolas britânicas e virou notícia por aqui recentemente. Trata-se de uma brincadeira onde os jovens usam pulseiras coloridas em que cada cor é um código equivalente a uma carícia que o possuidor da pulseira terá de fazer caso outro jogador a arrebente. As carícias vão desde um abraço até o ato sexual propriamente dito.

Alarmados com a notícia, pais e diretores já pensam em proibir o uso das pulseiras de borracha. Agora eu pergunto:

Proibir é a melhor solução?


No meu tempo as coisas não eram assim

Todos nós já ouvimos esta célebre frase do cancioneiro familiar. O problema é que com essa premissa, pais, avós, mestres e outros responsáveis acabam fechando os olhos para o presente. Não refletem sobre a realidade do mundo em que os jovens vivem e tornam-se inflexíveis diante das mudanças. O resultado? Jovens desinformados (muitos totalmente alienados) que transformam em brincadeira coisas que podem gerar conseqüências para o resto de suas vidas.

E engana-se quem pensa que as tais pulseiras coloridas são retrato de uma geração de jovens que por causa do acesso a Internet e ao apelo sexual dos programas de TV tiveram sua sexualidade aflorada desde cedo. No meu tempo de colégio já tinham (muitas) brincadeiras de conotação sexual que nada mais eram que desculpas para descolar uma ficada. Com 13/14 anos meu coroa já tinha comido sua primeira puta. E no tempo do meu avô provavelmente nessa idade ele também já tinha.

A diferença é que no tempo deles as mulheres eram quase totalmente reprimidas. Hoje sabemos que as coisas não estão bem assim.

Não acredito que Igor ta vindo com papo machista pela primeira vez depois de anos de blog! Calma, longe disso e pelo contrário. Não tenho absolutamente nada contra as mulheres terem os mesmos desejos que os homens, gostarem de sexo e quererem suprir-se disso. Eu tenho algo contra os pais que fecham os olhos para o que suas filhas querem fazer, fazem ou são capazes de fazer e sem querer acabam as obrigando a “se trocarem” em jogos “pseudo-inocentes” porque ainda não podem assumir perante a sociedade suas vontades sem sofrerem pressão por causa disso.

Cai minha cara de vergonha me deparar com pais que proíbem suas filhas de saírem com medo do que elas podem “aprontar”, mas não conversam com elas sobre a realidade, sobre o sexo e seus riscos. Não querem saber nem se elas já transam ou se previnem quando o fazem. Não consigo imaginar a cara de um pai ao ser perguntado pela filha sobre os riscos de se fazer sexo anal. E eles não procuram o diálogo porque permanecer sem saber é mais fácil. O problema é que nem sempre o mais fácil é o mais correto.

E na escola não é diferente. Ensinam pra que serve o Aparelho Reprodutor na 7º Série e nas Feiras de Ciências os alunos aprendem como colocar uma camisinha. Tudo muito bonitinho e moderno. Até que surge, em suas caras pintadas de moralismo, evidências de que a molecada está mesmo trepando. Então eles não tardam em erradicá-las, seja proibindo o uso de uma pulseira ou chamando meninas em um canto para dizer que “aquela coleguinha que já transa não é boa influência”, fomentando o preconceito e a hipocrisia.

Muitos podem dizer que 12, 13 ou 14 anos não é idade para conversar sobre sexo, sair em balada e muito menos de fazer sexo. Concordo que uma mãe ou um pai não deveria falar de sexo com uma menina que ainda brinca de bonecas. Concordo que se deva, nessa idade, controlar horários e procurar saber sobre os lugares que seus filhos frequentam. Mas também há de se estar atento aos seus sinais. Eu que não sou pai consigo perceber de longe se uma garota ou garoto já beijou na boca e se pra ele isso já é corriqueiro ou ainda é novidade. Duvido que os pais não percebam. Mas ao invés de chamar para uma conversa franca, deixar claro que ele já percebeu as mudanças e tentar alí dar conselhos que vão ajudar sem reprimir ele prefere “esperar” e sempre dar um jeito de fugir da conversa. É mais simples. Dizer não quando os filhos pedem pra sair porque sabe que seus filhos já não são assim tão inocentes parece confortável porque quando fizerem merda lá fora vão poder encher a boca para chamá-los de irresponsáveis, fechando os olhos para a sua própria falta.

Tenho a sensação de que pais ultra-conservadores parecem não perceber o tipo de filho que podem estar criando. Não entendem que se seus filhos acatam uma decisão sem argumentos de forma passiva podem se tornar homens e mulheres fracos, submissos, Mansos. Por outro lado, podem também estar criando mentirosos que pensam que se podem mentir em casa e fazerem coisas escondidos, podem agir dessa forma pelo resto da suas vidas, seja no pessoal ou no profissional. Alguém assim é sério candidato a se tornar um mau-caráter de primeira categoria. Mas também parece ser mais fácil fechar os olhos pra isso.

E enquanto fecham os olhos e falta diálogo, sobra hipocrisia e falso moralismo. Crescem barrigas. Surgem Viciados. Surgem derrotados e submissos. Surgem cafajestes e aproveitadoras. Mas acima de tudo, em pleno seio da família...

Surgem Órfãos!

I.A. (porque certas coisas são importantes de dizer)

Observação Importante: acho válido deixar claro que tenho consciência de que existem muitos pais que não se enquadram nas características supracitadas e mais ainda filhos que foram criados por pais conservadores e nem por isso se tornaram fracassados ou maus-caracteres. Aqui, estou fazendo um estudo de caso e não qualquer tipo de generalização.

Aqui você irá saber mais sobre as pulseiras coloridas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mas não sei se dará certo...


Responda rápido e em poucas palavras: o que é preciso para que um relacionamento seja saudável e duradouro? A minha resposta seria Tesão e Confiança. Você pode ter pensado em outras palavras (como respeito, química, amor, paixão), mas posso apostar que a sua resposta se aproximou desses dois eixos. (Não? Então se manifeste. Novos pontos de vista são sempre bem-vindos).

É claro que esses dois fatores são altamente relativos e vão ser concebidos de maneiras diferentes de acordo com o casal e poderão oscilar quanto à intensidade e até mesmo o significado por trás de cada um. Dessa forma não irei me prolongar à cerca do que acho que deva ser um relacionamento considerando essas duas “grandezas”, até mesmo porque já fiz isso aqui em várias ocasiões.

Então, a questão mais importante é?

Um Relacionamento precisa mesmo ser Saudável e Duradouro?


Sendo direto: Saudável sim, Duradouro, não necessariamente.

É óbvio que um relacionamento precisa ser saudável. Ninguém, a não ser masoquistas convictos, desejam embarcar em uma relação de brigas constantes pelos menores motivos, cobranças, falta de sexo, entre outros motivos que acabam com qualquer possibilidade de uma agradável vida a dois.

Partindo desse principio, a duração de uma relação deveria estar em total acordo com a saúde do mesmo. E, ao contrário do que muitos pensam, acredito que adoecer uma relação não seja tarefa de longo prazo. Pode acontecer em um mês, uma semana, um dia ou até em uma conversa. E nesse momento, o término é bem-vindo, não importa se você tenha 5 anos ou 2 semanas de namoro (ou até de casamento).

Sendo assim, por que muitos têm medo de embarcar em uma nova relação diante da possibilidade de que ela não dure?

Peço licença ao pessoal do Divã, que estão fazendo um ótimo trabalho na coluna Deitando no Divã, para roubar o trecho de um e-mail enviado por uma de suas leitoras:

Jú de 17 anos diz:

Ele é sempre super atencioso comigo e um amor de pessoa, mas ele é galinha, tipo namora em média uma garota a cada 2 meses, eu não sei se ele quer ser só meu amigo ou quer algo mais, e também obvio que não quero ser mais uma dessas garotas de 2 meses (...). Ele já me convidou várias vezes pra sair,eu sempre dou bolo nele,tenho medo dele tentar algo e eu não resistir, me envolver e depois ele me largar como as outras!


Estou certo de que não é a primeira vez que você vê um caso assim. Então qual é o conselho que você daria à menina?

Peço que preste atenção nessa história

Era uma vez casal que havia se conhecido por acaso através de uma amiga em comum. Ele havia acabado de sair de um relacionamento de anos e ela estava no esquema “balada/pegação/desapego-total-a-qualquer-tipo-de-relacionamento-sério”. O cara também não queria nada sério agora que havia descoberto os prazeres de uma vida de solteiro.

Um belo dia, depois de conversas recheadas de flertes e indiretas eles se pegaram. Se pegar é bem a palavra, já que ambos só queriam curtir o que o outro tinha de bom e pular fora quando aparecesse algo de ruim. Só que o “algo de ruim” não apareceu e eles se pegaram 2, 3, 4, 20 vezes...

E quer saber? Era tão bom que valia a pena continuar. Valia a pena deixar de pegar outras pessoas diante do risco de não poder pegar mais um ao outro. Valia a pena conhecer os pais um do outro. Valia a pena colocar "namorando" no Orkut. Valia a pena dizer que se amavam. Porque viram que já existia algo muito mais forte do que a pegada. E esse algo mais forte fazia valer a pena querer passar mais tempo um com o outro mesmo que não estivessem se pegando.

E depois de quase dois anos continua valendo a pena. E eles sabem bem que quando não valer mais, cada um vai seguir seu caminho sabendo que sem perceber viveram algo tão intenso que será difícil não abrir um sorriso quando lembrarem um do outro...


Percebeu onde quero chegar?

Acredito que seja preciso superar essa coisa de “paixão à primeira vista”, “amor platônico”, “medo de se envolver” entre outros mitos sociais que absorvemos sem refletir sobre eles. Eu honestamente duvido que você continue “apaixonado(a)” por alguém que parecia perfeito, mas que na primeira noite tenha se mostrado um fracasso total. Ou, em médio prazo, revelasse manias com as quais você definitivamente não conseguiria conviver. Não vou entrar com exemplos porque sei que sabe do que estou falando.

Não existe (ou não deveria existir) mágoa em um pé-na-bunda quando se sabe que algo em você não agradou aquela pessoa, afinal, da mesma forma se alguma coisa não lhe agradasse nela você também cairia fora, não é verdade? Se disser que ficaria por pena, vai merecer uma surra de cipó-camarão.

Não é aconselhado envolver sentimentos profundos de apego ao outro no inicio de uma relação. Isso acontece naturalmente com o tempo, mas não é verdade que aconteça de início, a não ser que você permita que aconteça devido a um caso de dependência crônica do outro, que precisa de ajuda profissional para ser tratado. Espero que não seja esse o seu caso.

Portanto, deixar o barco correr suave é a melhor opção. Aproveite o que a pessoa tem a lhe oferecer de melhor e faça o mesmo. Não espere envolvimento imediato e procure não se envolver também.

Em suma: imagine um relacionamento como uma festa: se está boa, você aproveita ao máximo e lamenta muito quando acaba. Se está ruim, você vai embora mesmo tento, talvez, pagado caro pelo convite. No fundo, você sabe que outras festas virão e com elas novas possibilidades.

Então, se você está em uma boa festa, aproveite ao máximo e trabalhe para que ela não acabe. Se a festa está ruim não pense em prolongar sua presença nela. Afinal, o mundo está repleto de festas. Boas e Ruins. Cabe a você decidir se vai perder boas festas por medo de ir em uma ruin.

Pense nisso.

I.A.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Segurança em Greve?

No fim do ano passado, mais precisamente em Outubro, a cidade de São Paulo presenciou uma situação curiosa: um enfrentamento entre policiais. O choque ocorreu quando a polícia militar tentou coibir uma passeata promovida pela policia civil que naquele momento estava em greve em protesto aos baixos salários e às baixas condições de segurança do efetivo.

Depois de um ano a situação não foi plenamente resolvida e a possibilidade de uma nova paralisação parece cada vez mais perto de tornar-se fato. Ninguém melhor do que alguém que conheça a realidade paulistana para discutir a situação. Portanto, com a palavra, Guilherme Pugliese.


Começo com uma pergunta: a greve policial é plausível tendo em vista que cabe a polícia o dever de manter a ordem? Quero dizer: imagina o que aconteceria se todas as entidades com esse dever resolvessem entrar em greve?

Refleti sobre ocorrido em São Paulo, e me perguntei se realmente é possível, em um País onde as forças policiais trocam tiros com bandidos em plena luz do dia, onde incursões de tropas como o BOPE no Rio de Janeiro e a ROTA em São Paulo serve de modelo de treinamento urbano até para a SWAT, ficar, seja por um dia, sem policiamento, visto que é senso comum a carência de efetivo nas ruas das grandes cidades.

Mesmo ciente da situação precária que permeia a vida profissional de um policial brasileiro, gostaria de terminar o post chamando atenção para uma frase do Hino do Batalhão de Choque do Rio de Janeiro:

"Se na paz a missão que nós temos é zelar pela ordem e a tranqüilidade"

A questão a ser discutida é: a Greve Policial deveria ser coibida e/ou proibida ou essa medida fere o direito do trabalhador de poder reivindicar por melhorias?

Guilherme Pugliese

Abaixo, um vídeo do confronto ocorrido no ano passado.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Enfim, Geyse Arruda

Já faz algumas semanas desde que ouvi pela primeira vez algo sobre o acontecido na Uniban e...o que? Você não ouviu nada sobre o assunto? Por onde andava?

Bem, resumindo muito rapidamente: uma menina chamada Geyse decidiu ir com uma roupa provocante à universidade e teve de sair escoltada pela polícia enquanto uma parte dos alunos a chamava de “puta”. Desde então o caso passou a ser o assunto preferido da mídia brasileira desde a Gripe Suína.

Pois bem. Até agora acompanhei calado todo o frisson causado pela polêmica.

Até agora.


Então, vamos por partes.

Primeiro: não acho que tenha absolutamente nada de errado com o vestido rosa mais famoso do Brasil. Pelo contrário, já vi muitos mais curtos em minha própria universidade;

Segundo: achei errada decisão da Uniban de expulsar Geyse e mais errada ainda a de voltar atrás da mesma antes do processo judicial. Pode até não ter sido o principal motivo, mas a pressão da imprensa fomentando todos os protestos foi determinante para a decisão de voltar atrás na expulsão, o que, em última análise, denota uma fraqueza inerente à direção da instituição.

Terceiro: acredito piamente que a imprensa em geral, consciente ou inconscientemente, enfatizou erroneamente um aspecto da situação, ignorando outros aspectos relevantes para o maior entendimento do caso. E é aqui o “x” da questão.

Veja bem. Tudo começou com um vídeo onde uma garota até então desconhecida (mais que agora figura nos principais programas da TV aberta) sai da universidade escoltada por policias sob o escrutínio acintoso de alguns alunos.

Desde então toda uma sorte de especulações desfilaram por aí. Mas o que temos de mais concreto é: a maioria das pessoas acharam a situação um tributo ao machismo e ao moralismo inerente ao país mesmo em pleno século XXI, colocando Geyse numa posição inquestionável de vítima.

Aqui duas coisas: uma é que eu sei que nem todos compartilham da opinião pública e, no mínimo, questionam à posição que coube a aluna; outra é que eu tenho plena consciência de que eu não sei e provavelmente não saberei o que realmente aconteceu naquele dia fatídico. No entanto, eu definitivamente me recuso a acreditar que um grupo consideravelmente grande de jovens (mesmo que em sua maioria sejam gaiatos que aproveitaram da situação pra fazer baderna) tenham tido o ímpeto de xingar de puta uma colega universitária SOMENTE por causa do tamanho do seu vestido. Esta pra mim é uma conclusão tão óbvia que valeria, pelo menos, o benefício da dúvida por parte da imprensa. Mas todos sabemos que não foi exatamente isso que aconteceu...

Eu não irei aqui, como a imprensa, especular uma possível “verdade” sobre o caso. Você deve estar se perguntado então por que diabos eu toquei nesse assunto. Confesso que realmente não planejava até ver as fotos do Orkut de Geyse.

Vale ressaltar que não mudei de opinião sobre o caso depois que vi as fotos, mas elas me fizeram achar importante levar a público que eu definitivamente não acho que Geyse seja merecedora de todos esses holofotes e MUITO MENOS a posição de VÍTIMA de uma sociedade hipócrita e pseudo-conservadora que ovaciona uma bunda nua e semi-analfabeta no Carnaval e chama de puta uma universitária por causa de seu vestido curto no meio do ano.

Viu as fotos? E você, o que acha?

I.A.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Traição: uma questão de Valores

Alguns dias atrás vi no Divã Rosa Choque um caso que provavelmente não lhe deve ser totalmente estranho: uma menina estava se sentindo sufocada em seu relacionamento e pedia ajuda sobre como agir com a insegurança do namorado. No entanto, ela dizia, a cobrança começou depois que o rapaz descobriu que ela havia pulado a cerca.

Falemos, pois, sobre o assunto que eu sempre quis evitar falar mais profundamente aqui no Ordem: até onde se pode (e se pode) perdoar uma traição?


Uma vez eu disse aqui que faltava na maioria das pessoas o reconhecimento de que certos valores mudaram nos últimos tempos e que cabia a nós nos adequarmos a tais mudanças sem necessariamente passar por cima dos nossos próprios valores.

E é exatamente aqui que se encontra a chave pra toda a nossa conversa: os valores.

Você já se perguntou quais são seus próprios valores?

Muitos de nós talvez não sejamos capazes de perdoar uma traição por causa da vergonha, do orgulho ferido, do medo das pessoas apontarem e comentarem, de ser conhecido como o famoso “Corno Manso”. Isso já está tão injetado em nossos subconscientes que possivelmente nem temos consciência de que, no fundo, muitas vezes, seja SOMENTE por esses fatores que não perdoamos uma traição.

Fenômenos interessantes podem ser observados a partir da premissa supracitada: uns pagam na mesma moeda; outros não perdoam e sofrem por isso; outros perdoam, mas deixam de confiar (como o rapaz do caso do Divã); poucos perdoam e superam; menos ainda perdoam, mas se afastam por ter consciência de que o relacionamento, depois do fato, dificilmente voltará a ser o mesmo.

Enfim, podem, é claro, haver variações, mas em geral as atitudes da “vítima” giram mesmo em torno das citadas. Acredito que uma atitude não é mais “correta” que outra, porém, te convido a ponderar um pouco mais sobre algumas delas.

Por exemplo, no caso apresentado, a menina se dizia arrependida e por isso julgava não ser necessária uma cobrança tão grande da parte dele. Um caso clássico de insegurança pós-trauma: o cara ainda gosta, por isso perdoa. Mas ao invés de desencanar e vestir a peruca de touro fica cobrando exatamente para instituir sua moral perante a sociedade. Me corrija se eu estiver errado, mas pra mim é como se ele dissesse “ela disse que estava arrependida, então eu absolvo porque sei que errar é humano e mimimi, mas ai dela se pisar na bola novamente” ao invés de “foda-se eu gosto dela e este corno não foi suficiente para acabar com o sentimento, por isso perdoei. Mas não sei como será se acontecer uma próxima vez”. Esta última, uma atitude que julgo muito mais consciente e honesta com ele mesmo e com a menina. Pro inferno o que os outros vão dizer!!

Sinceramente, no caso, acredito que o futuro do jovem casal não é muito promissor. Afinal, por insegurança se cobra e vacila e, por incrível que pareça, ainda se torna mais submisso. Por arrependimento se aceita, por um tempo, a submissão, a cobrança e até a traição. Por um tempo...

Como disse lá em cima, diante de um caso de traição, não existe uma atitude mais correta que outra. Da mesma forma, não considero correto tomar uma atitude com base no que terceiros vão dizer, mesmo que as vozes desses terceiros se confundam com a sua própria voz durante um discurso que podem muito bem contrariar seus verdadeiros sentimentos. Por isso, nessas horas de peso na cabeça difíceis, honestidade sempre. Consigo, principalmente.

Pense nisso!

I.A.

Veja aqui os detalhes do caso apresentado no post.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fanfarra na Política

Hoje é dia!

Estava aqui passeando pelo meu canal de notícias preferido na net e me deparei com duas que me levaram a criar o post.


Quem me conhece sabe o quanto admiro tiradas inteligentes. Sacanear alguém de forma sutil é uma arte, e o Governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, mais conhecido aqui como Conan, o Bárbaro ou ainda como Exterminador do Futuro mandou muito bem hoje em uma mensagem anexada à carta de veto dirigida ao parlamentar Tom Ammiano. Pena que a foto ta marcada, seria um ótimo teste de caça palavras...



Menos espirituosa, no entanto, mas também digna de risada foi a declaração do nosso digníssimo presidente Lula hoje durante a inauguração da Quadra da Mangueira:

"Nós somos seres normais, um bandido não é normal. Então achar que é fácil enfrentar uma quadrilha organizada é apenas ilusão. É difícil, é preciso investimento na inteligência. É preciso melhorar o salário"

Os morros do Rio de Janeiro devem estar cheios de "Lex Luthors", "Makotos Shishios", "Darth Vaders"...entre outros “gênios do crime”.

Óbvio que o investimento é necessário pra viabilizar ações seguras por parte da polícia (até onde pode-se possuir segurança em tal profissão). Mas antes de pensar em investir na inteligência e na melhoria do salário há de se ter maior combate a corrupção dentro das instituições e ao abuso de poder que acontece nas ruas a fim de superar o consciente coletivo que ainda confunde polícia com bandido, e tacha de otário que acredita que ainda existe muito policial honesto. Como eu acredito.

Mas isso eu sei. Você sabe. O presidente sabe. Todo mundo sabe, o quanto é difícil. Mas também sabemos por onde começar. A questão é: por que não dão o ponta-pé inicial?

Você pode conferir as reportagens na íntegra aqui e aqui respectivamente.

Até

I.A.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tudo demais...

Eu acho bacana a fase da auto-afirmação. Essa coisa da pessoa ser quem ela quer ser sem se preocupar com a opinião ou o preconceito alheio. Sei como é difícil numa sociedade exigente como a nossa e admiro quem encara isso de frente. Entendo que para um adolescente isso ainda é pior porque ao passo em que ele quer ser ele mesmo não quer estar diferente do resto da turma ao mesmo tempo em que ele e a turma querem ser diferente de todo o resto. Ora, não faz muito tempo que saí da adolescência. Eu entendo tudo isso. De boa.


Porém, acredito realmente que pra tudo na vida tem-se um limite. Aquilo que nos impede de fazer coisas realmente estúpidas justamente por causa dessa auto-afirmação. Sei lá, talvez eu esteja somente sendo preconceituoso, mas quando vi esse vídeo tive uma forte sensação de que esses garotos atravessaram esse limite.



Viu também? Então diz aê qual a sua opinião.

I.A.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Analisando o Mistério #2 - Possíveis Origens do Cafajeste

Essa semana eu ouvi um lance interessante na faculdade que me fez refletir. Um professor comentou que não emprestava seus livros e por isso muitas vezes acabava sendo antipatizado por alguns alunos. Como argumento, disse que seus livros eram ferramentas de trabalho, tal e coisa, e que via muitos professores ficando malucos por não lembrarem a quem emprestou os livros, que não devolviam, etc. E então mandou a máxima:

“Ora, você pode até me dizer que vai me devolver. Que não é como os outros. Mas como EU vou saber disso se todos os alunos que me pedem os livros falam a mesma coisa?” E ainda emendou “nunca um aluno me pediu um livro emprestado dizendo que não ia devolver e que eu seria muito babaca de emprestar...” Sadismo garantindo ou seu dinheiro de volta.


Peço que reflita um pouco sobre o ponto de vista deste professor. Refletiu? Ótimo.

Uma vez um cara disse que por trás de todo bom cafajeste tem uma decepção amorosa. Apesar de achar que existem tipos distintos de cafajeste, eu concordo bastante com a afirmação. Se você não tem como conhecer as pessoas ao seu redor, acaba lhe restando apenas criar mecanismos de defesas contra decepções. E para muitos, por motivos variados que vão desde a criação até o peso da decepção sofrida, a melhor defesa é o ataque. Acabam por ferir antes de serem feridos.

Acha que não é pra tanto? Dá só uma olhada aqui.

Pausa aqui: apesar do texto de referência ter sido o caso de uma mulher e o termo “cafajeste” ser aplicado na grande maioria das vezes para homens, a divergência sexual aqui não é aplicada. Quer ver?

Note, no entanto, senhoras e senhores, que não pretendo com isso legitimar atitudes nefastas para com o próximo sob o subterfúgio de uma situação de decepção prévia, mas alertar sobre como tais situações podem transformar (ou distorcer) severamente a maneira como alguns encaram o mundo. Se mudam para melhor ou para pior? Não sei dizer. Mas dificilmente emprestarão livros...

Sacou? Então diz aí: você já sofreu uma decepção amorosa? Como passou a encarar suas relações depois dela?

Até Breve!

I.A. (salvo por Deus e por uma conversa no MSN)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um peso. Duas medidas.

Olá!

Depois da onda de posts engraçadinhos, volto com um assunto um pouco mais sério.
Pense comigo. Imagine-se ouvindo de alguém “eu fiz isso, mas você não poderia ter feito” em alguma discussão...

Não vou sequer mencionar uma causa hipotética para a discussão, mas posso apostar que a afirmação acima lhe causa, no mínimo, estranhamento. Ah não? Se manifeste, sempre gosto de conhecer outros pontos de vista. Sério.

Então, vejamos...


“Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você”. Muitos já ouviram a oração, mas tem um detalhe que pouca gente percebe. Quer ver?

Suponhamos que você seja um dito ser humano de bem que nunca faz com outros o que não gostaria que fizessem com você. Tudo vai bem, até que outro ser humano “não-tão-de-bem-assim” age com você de uma forma que certamente não gostaria que agissem com ele...

E então, como você age diante dessa situação? Aí está o “X” da questão...

Não sei a sua resposta, mas sei que desde criança nos acostumamos a justificar atos pouco nobres com a célebre “foi ele quem começou”(Ah, fala sério, você nunca ouviu e/ou falou isso alguma vez na sua vida?). Pior. Algumas vezes a justificativa era aceita como fator real de absolvição. Como se retaliar também não fosse pecado...

Aliás, sei lá se é pecado ou não. Na própria Bíblia temos várias histórias sobre retaliações dos “povos de Deus” contra seus opressores ao mesmo tempo em que temos um Cristo que dava a outra face. Mas isso é papo para a minha monografia...

Estou longe de querer discutir o que é certo ou errado. Caótico, sou capaz de tentar enteder e até aceitar muitas atitudes terceiras para comigo independente do fato de me agradar ou não (como em Senhas, da Adriana Calcanhoto). Afinal, somos diferentes, porra!

E apesar de respeitar a máxima dita mais acima, não costumo me agradar e nem acreditar ouvindo coisas como “eu jamais faria isso”, “pode botar a mão no fogo”, etc. Muitos já ficaram putos comigo por eu agir dessa forma – “se pensa assim você não confia em ninguém”. Talvez estejam certos. Talvez a coisa não seja assim tão maniqueísta.Vai saber...

Sei, no entanto, que pessoas feridas são capazes de atitudes pouco nobres. Cruéis, até. Da mesma forma, sei que nem sempre saberemos quando e/ou porque ferimos alguém...

E quais serão as justificativas? “Foi impulso”?, “Foi você quem começou”? Ou ainda...“Jamais esperava isso de você”?

Essa é a questão, senhoras e senhores...Procurem evitar criticar as pessoas ao redor. Procurem não condenar demais supostos desvios de conduta. Procure não bancar o paladino e fazer marketing pessoal dizendo que nunca fez (jamais faria) nada que pudesse decepcionar os seus próximos (muitas vezes bem próximos).

Por que não?

Por que chega o Verão. E trás tentações com ele. Faz você agir de formar a parecer ser quem não é ou te permite fazer aquilo que gostaria, mas normalmente não tem coragem. Então verá que é tão falho quanto os que sempre criticou talvez pior. Será cobrado severamente por ter agido de forma contrária ao discurso.

Existe vergonha maior?

Ok. Provavelmente você vai dizer que estou errado (às vezes digo pra mim mesmo). Você vai dizer que com você é diferente (foi ruim me convencer do contrário). Talvez até esteja certo (Talvez eu me subestime). Mas não me peça pra botar a mão no fogo por alguém. Porque já perdi as contas de quantas vezes fui queimado (e já ouvi “não esperava isso de você”).

Tenho o dito!

Dedico este texto a todas as pessoas que acham que pimenta no cu dos outros é refresco.

Até!

terça-feira, 17 de março de 2009

Já temos as pérolas...

A educação brasileira precisa de melhorias. Isso é senso comum. Poucos estão satisfeitos com a educação que recebeu e esses são felizardos por ter tido uma que, pelo menos, permitiu-lhes ter um pouco de pensamento crítico. Muitos nem isso. Ou talvez até tenham. Mas qual será o poder de argumentação sem retórica? E o poder de expressão sem a escrita? Imposição e Contradição, respectivamente.

Você provavelmente já leu algumas destas chamadas “pérolas” dos estudantes brasileiros. Você, assim como eu, já deve ter rido pra caralho da ignorância democrática que a muitos arrebata sem distinção. Não vou pedir para que não ria da desgraça do seu próprio País, mas peço para que, entre uma gargalhada e um “putaquepariu, que Burro!!!” e outro, se lembre que amanhã ou depois você poderá estar sendo representado por algum desses distintos jovens...

Então, vamos a...


Coletânea Pérolas dos Estudantes (as melhores e mais tristes)

“Sobrevivência de um aborto vivo” (Título que o candidato deu à redação)

“Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola”
(E este é o enredo do famoso drama “A volta dos que não foram”, de 1947...)

“O bem star dos abtantes endependente de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocupan-do-nos”
(Concordo – se roça, religião, sexo, etc são indispensáveis, estamos “endependência” desses fatores)

“Também preoculpa o avanço regressivo da violência.”
(Ou seja, parado estamos aqui continuamos)

“Resposta a uma pergunta: "Esta não cei.”
(Pelo menos é honesto)

“E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.
”
(Se estivermos falando do Obama esqueceu de mencionar a cerveja...)

“Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os maios, os pirineus, os phenícios, egipcios, facistas...”
(Ele esqueceu de mencionar os “Junhos” e os “Comunistas”)

“Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.”
(Quanta crueldade...)

“No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se sifilizando.”
(A mais pura e dura realidade)

“Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente, e onde desce, é o decente.”
(Por isso dias de chuva são “indecentes”)

“Na América Central há países como a República do Minicana.”
(Dizem que o nome “Minicana” tem a ver com certas características intimas desse perigoso Ditador)

“Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.”
(Quem garante que não?)

“O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água.”
(hahahahahahahaha)

“A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela.”
(E a culpa é da Internet)

“Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes.”
(Incluem guardas em sua dieta, pois como você bem sabe, quem come guarda...)

“O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.”
(Ao contrário dos cérebros de alguns)

“Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo eram envenenados.”
(Pensando bem não mudou muita coisa)

“A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.”
(Não deixa de ter razão...)

“A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e creu.”
(E já chegamos na velocidade 5)

“Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.”
(Quase um trava línguas)

“Explorar sem atingir árvores sedentárias.”
(Muito menos com a dança do creu)

“A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.”
(Parece discurso político)

“A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.”
(Guaraná em pó, catuaba, ovo de codorna e amendoim pode ser a solução)

“Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.”
(Ahh, eu não duvido...)

“O que vamos deixar para nossos antecedentes?”
(Talvez um “mal aê cara”)

“O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do
sexo feminino.”
(Não será assim quando Ronaldo for presidente)

“O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente.”
(Correto. E onde eu digo ‘digo’ não digo ‘digo’ digo Diogo)

“Nesta terra ensi plantando tudo dá.”
(não sei se perceberam, mas aposto que este era um enrustido querendo sair do armário...)

“Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.”
(Solução: Chá de Camomila e Maracujá para os raios...)

“Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio...”
(É o que eu sempre digo)

“O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.”
(Pior seria se ele viesse com aquela velha piada de seringueiro tirando leite do pau)

“Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.”
(Puro altruísmo)

“Os araras azuis ficavam sobe vuando a mata.”
(hahahahahaha Away)

“O sero manu...”
(quem morreu? O Sero, manu!! – diálogo entre dois Corinthianos...hehehe)

“Por isso eu luto para atingir os meus obstáculos.”
(Esse deve estar cheio de cicatriz)

“As vezes penso comigo mesmo e chego a mesma conclusão que chegou Renato Russo: Que país é esse?”

(Eu também penso...)

PS.: as pérolas foram retiradas de diversos sites através das palavras “Pérolas PUC” e “Pérolas do Enem”. O fato de diversos sites apresentarem exatamente o mesmo texto sem dar os devidos créditos tornou impossível creditar às fontes corretas. Os comentários em parênteses são meus mesmo...

terça-feira, 10 de março de 2009

Mais uma sarna pra se coçar...

A humanidade realmente não tem jeito...

É sério. Não que eu seja um jovem pseudo-apocalíptico que chora no escuro que perdeu a esperança e enche a cara ao invés de fazer algo pra mudar. Eu sei que existem pessoas verdadeiramente boas que seriam capazes de dar suas vidas pelo mundo. Por outro lado, tambem sei que pouco importa o esforço, pouca coisa de realmente útil poderia ser feita por nós, simples mortais, para mudar um quadro mundial de exploração inveterada que se arrasta há séculos. Não que eu queira tirar o meu corpo fora da responsabilidade, mas sinceramente não acho que apagar a luz da minha sala como forma de protesto vai fazer com que um filho da puta deixe de escarnar com lascívia degenerada o próprio habitat.

Como se não bastasse, vez ou outra somos obrigados a lidar com certas notícias que não nos faz chegar à outra conclusão que não seja: por que, diabos, patrocinar uma linha de pesquisa cujos envolvidos parecem ter comido merda quando crianças perdido a noção de bom senso?


Eu costumo ser muitas vezes taxado de caótico diante de certos pontos de vista. A afirmação do inicio do post é um bom exemplo. Às vezes acho que é viagem e muitas vezes viajo achando que não, quando me pergunto se é a arte que imita a vida ou o contrário.

Se pararmos pra pensar, não foram poucas as obras cinematográficas que “profetizaram” certas “descobertas” da Ciência. Clonagem, micro-chips com grande capacidade de armazenamento de dados, realidade virtual com altíssimo grau de imersão, robôs gigantes como veículos...Todos são ótimos exemplos de coisas que eram ficção científica há vinte anos atrás, mas que agora permeiam nossa realidade e muitas vezes nosso cotidiano (alguém falou em pen-drive?). Da mesma forma, a tecnologia robótica somada a cada vez maior abstração alcançada pelos pesquisadores da inteligência artificial vem se desenvolvendo de forma assustadoramente rápida, a ponto de visar imitar com máxima perfeição os pensamentos e até os sentimentos humanos.

Aqui cabe uma pausa.

Eu não possuo um pensamento fundamentalmente marxista. Mas acho, no mínimo, imprudente, o processo de automatização de mão-de-obra disfazendo-se ainda mais da necessidade de intervenção humana, pois isso acarretaria em problemas sociais graves, tal qual a Revolução Industrial em outrora... Mas isso me parece um processo irreversível, independente do meu pensamento.

No entanto, peço para que realmente leiam o link à cima e reflitam sobre o verdadeiro objetivo desses caras...

Como se não bastasse a automatização do trabalho, agora somos brindados com máquinas sóciopatas que, pelo visto, dentro em breve, estarão nos perguntando “Quem sou? / Pra onde vou?” enquanto trucida quem estiver no caminho entre ele mesmo e o seu criador-insensível-que-o-confinou-em-uma-existência-sem sentido.

Acha que não? Procure assistir Eu Robô com olhos menos céticos...

Imagino que talvez até fosse realmente interessante observar os processos que tangem a evolução do pensamento humano sendo criados em laboratório. Afinal, é típico da raça humana querer “brincar de Deus”. O problema é quando a porra de um robô não me deixa sair de casa enquanto insiste em me abraçar em meio à “rosnados animalescos”.

Creeedo!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Todo Carnaval tem seu fim ou não precisa ser assim?

Feliz Ano Novo!!!


Ahn!? Ta achando que estou atrasado? Me perdoe, caro leitor, mas, se você está em território brasileiro, o ano está começando agora. Sim, é verdade. Mesmo que você tenha trabalhado igual a um filho da puta durante Janeiro e Fevereiro (como eu).

Então por que tá começando agora?

Porque acabou o Carnaval!!!

Ok, ok. Cada um na sua e se você não concorda comigo tudo bem. Não sou radical e sei que muitos, talvez, não pensem como eu.

Admito. Durante alguns anos dos meus vinte e cinco recém completados (parabéns pra mim!) tentei fugir da “bagunça”. Mas tem algo no Carnaval que me atrai. Não que eu faça questão do tumulto, do barulho dos trios ou seja um fã dos desfiles de agremiações ou de fantasias. Nada disso...

Sei lá...É o clima. O ar que se respira. Mesmo que em alguns lugares cheire a cerveja, suor, sexo ou urina, o aroma do carnaval tem um “quê” diferente. Algo que remete a alegria contagiante. Como se todos nós tivéssemos vontade de cantar músicas e dançar ritmos que nos são, no mínimo, indiferentes na rotina. De beber até cairmos perdermos a timidez. De nos entregar a luxúria sem a vergonha dos “dias normais”. Como se usassemos máscaras que cobrem nossos rostos para permitir que sejamos nós mesmos. Ou talvez algo que gostariamos de ser de verdade, mas não conseguimos por uma série de motivos. Mas isso não é assunto pra agora.

Talvez daqui a pouco. Por enquanto estou no embalo da folia. E se pudesse gostaria de assim permanecer. Curtindo a vida como um bloco. Enchendo a cara de experiências novas. Me embriagando de alegria e vomitando as angústias passageiras. Enquanto curto a ressaca nos braços do meu amor...

Halala-ô- ôoô-ôoô!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Escondido atrás da Porta...

Você é Louco?!

Provavelmente você, como eu, já ouviu essa expressão algumas dezenas de vezes no decorrer de sua jovem vida (lembrando que a juventude pouco tem a ver com a idade, que o diga meu coroa).

A coisa começa a complicar, no entanto, quando se começa a perceber que a pergunta lhe é absolutamente pertinente diante de algumas manias inexplicáveis, como colocar nomes em objetos e conversar com eles como se fossem pessoas de verdade e achar isso a coisa mais natural do mundo.

Bem, eu tenho algumas manias que me colocariam invariavelmente na posição de doido varrido, mas não cabe no momento listar todas elas. No entanto, uma talvez seja digna de análise.

Eu tenho paixão por Sustos!

Não faço objeções. Sustos de qualquer tipo têm um considerável potencial para me garantir um agradável período de incontrolável gargalhada.

Gosto de pregar sustos. De planejá-los meticulosamente. Só não faço mais por temor de matar alguém do coração, literalmente. Admiro, porém, incondicionalmente os sem-noção que não temem tal fato e pregam sustos dignos de prêmio, como permanecer impassível dentro de um armário por minutos a fios enfiados em uma máscara de borracha apenas para verem a face de pavor instantâneo de um infeliz ao se deparar com tal bizarrice.

Sustos me encantam. Dos inocentes sem intenção assassina aos cruelmente planejados; passando pelos inquisidores, aqueles que externam indolentes a verdadeira sexualidade da vítima a tanto negada sem a menor misericórdia.

Sim, você pode me taxar de louco, mas antes tente me entender.

A mágica do susto está numa fração de segundo, quando o rosto alegre ou distraído da vítima se contorce em pavor súbito em um ínfimo intere de tempo, porém mais que suficiente para arregalar olhos, arreganhar bocarras desavergonhadas e propagar no ar o agradável som do berro histérico, do impropério inconsciente ou da desmunhecada impagável.

Confesso. Sinto-me um tanto quanto envergonhado de admitir, mas cada detalhe do processo do susto ativa gatilhos dos meus instintos mais primitivos, garantindo uma sensação quase viciante de breve alegria genuína. Não seria honesto se a negasse. E não pretendo fazê-lo.

Acha mesmo que sou louco? Não responda ainda. Assista todos os vídeos abaixo (carregam bem rápido) e seja, como os loucos, honesto consigo mesmo antes de dar seu veredicto.

Ah, um lembrete: não deixe de reparar nos rostos e nos detalhes.

Boooúuuuullll!!!!








quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Tem Certeza?


Holla Holla!!!

Antes de mais nada, já vou pedindo desculpas para os que acompanham o Ordem mais de perto. Gostaria de poder me dedicar um pouco mais a este canto que tanto prezo, mas o lado profissional tem exigido muito deste que vos fala. Mas estou certo de que as coisas vão melhorar.

E por falar em “estou certo”, quantas vezes você já ouviu a expressão “com certeza”?

E quantas vezes a pessoa não estava lá realmente certa mesmo afirmando o contrário?


As várias definições de certeza segundo o Dicionário Aurélio se resumem a “coisa certa” e “conhecimento exato”. E essas afirmações são mais que suficientes para revelar o quanto pode ser perigoso afirmar que se “tem certeza” de algo.

Claro que a dita certeza pode ser encarada subjetivamente como o Amor ou Ódio muitas vezes o é. E realmente é encarada dessa forma. Do contrário não existiria a tão popular expressão certeza absoluta. Certeza absoluta seria pleonasmo não fosse a subjetividade à cerca da certeza.

Mas então por que afinal ficar trocando em miúdos algo tão óbvio?>

Tá, confesso, não me levem a mal, mas esse post é mais um desabafo. Tipo assim, eu realmente acredito na certeza alheia a ponto de me questionar sobre algo que para mim era certo até ser extirpado por uma afirmação contrária. E se tem algo que me deixa realmente puto da vida é alguém afirmar algo “com certeza” e depois voltar atrás.

Exemplo? Achei que não iam pedir...

Imagine-se em um bar com amigos. Um deles vai ao banheiro e quando volta...

“Ué, cadê meu dinheiro?”.

O silêncio desce implacável e é cortado por aquele mais observador que retruca:

“Cara, eu não vi você botando dinheiro nenhum em cima da mesa...”

Quando todos já respiram o alívio pós-tensão vem aquela...

“Tenho certeza que deixei aqui quando levantei para ir ao banheiro..”

Pronto. Todos começam uma procura incansável atrás dos níqueis perdidos enquanto cada minuto que passa faz com que se comece a desconfiar de alguma “pegadinha do malandro” por parte de algum gaiato ou até mesmo de roubo, principalmente se houver alguém com menos intimidade na mesa até então. E quando a tensão esquenta a cerveja, gela o estômago e deixa todo mundo querendo fazer rateio para apaziguar o clima...

“Ih...oi dinheiro tá aqui no meu bolso” (sorriso amarelo).

Como se não bastasse, durante as galhofas e fanfarras o filho da puta solta a pérola máxima:

“Mas eu tinha certeza que havia deixado o dinheiro aqui na mesa...”

Porra...que certeza de merda é essa?!!! Não sei como vocês lidariam (ou lidam) com esse tipo de situação – que eu já vi em todos os lugares. Eu realmente fico puto. Porque não dizer, sei lá, “podia jurar que deixei o dinheiro em cima da mesa” ou “vocês viram se quando eu saí eu deixei um dinheiro aqui?”

Mas não, afirma “com certeza” que deixou o dinheiro, colocando todos em uma situação constrangedora...

Como disse o sábio Aurélio, a certeza é algo objetivo, indiscutível, simplesmente, certo! A certeza é a verdade. Ponto. Não existem duas certezas sobre nada. Portanto, quando se afirma certeza sobre algo, implicitamente se está negando qualquer tentativa de argumentação a cerca daquele assunto ou situação.

Aposto que se você é do tipo que afirma falsas certezas nunca havia parado para pensar por este prisma, não é verdade? Ah, você parou e mesmo assim afirma? Você merece uma surra de gato morto. ¬¬

“Sei que nada sei”. Você já deve ter ouvido essa frase. A idéia de Sócrates sintetiza perfeitamente o que quero dizer. Ao proferi-la, o filósofo se colocou voluntariamente em uma posição de ignorância em oposição diretas aos outros filósofos que se consideravam detentores do Saber. Ou seja, que afirmavam as coisas “com certeza”. E como se diz por aí, é próprio dos sábios mudar de idéia. E quem afirma ter certeza de algo, fatalmente conclui que não existe nada a mais pra apreender sobre o mesmo.

E então...É melhor ser um sábio que nada sabe ou um ignorante que “sabe” tudo?

Pense nisso...

Importante: esse artigo não teve por objetivo criticar diretamente nenhuma vertente de pensamento. Qualquer semelhança com a postura de certos líderes religiosos e alguns seus seguidores, assim como alguns chefes de Estado ou de departamentos pode vir a ser mera coincidência, mas não tenho certeza...

Até!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Homem submisso? Ah, pára com isso...

Aloha!!


Aos poucos voltaremos ao ritmo normal de posts (embora nunca tenha mantido um padrão desde as primeiras postagens, mais enfim...)

Peço desculpas às minhas leitoras, mas hoje o papo é voltado para os homens. Não que não sejam do interesse feminino, pelo contrário, seria bastante conveniente que todas vocês se expressassem à cerca do que vamos discutir logo abaixo.



Estudiosos de Universidades conceituadas mundialmente chegaram a brilhante conclusão de que a esmagadora maioria das relações entre jovens obedece à estrutura flerte-conquista-beijo-encontro posterior-mais beijos-mais encontros-namoro.

Então você, amigo, conhece aquela garota maravilhosa em meio a outras garotas interessantes; respira fundo; parte para o ataque; é audacioso; astuto nos assuntos e na linguagem corporal; mostra o que tem de melhor; conquista a simpatia da pretendente e finalmente... O Beijo! Ahh, o beijo...como o ápice daquela abordagem de sucesso.

Depois vêm o telefona, outros encontros, mais beijos e quando se dá por si, você se percebe ao lado de uma mulher maravilhosa, mais do que você poderia ter imaginado. Vocês se entendem, o sorriso combina, os lábios se encaixam perfeitamente...tudo é Perfeito! E, novamente sem perceber, vocês já estão namorando!

Ok, eu sei. Nem sempre é assim. Na verdade sei que dificilmente é assim. Mas acontece, e não são poucas vezes. Mas daí, ali entre o segundo e o terceiro mês de namoro vem a bomba: ela te diz que não quer mais. Muitas vezes as desculpas giram entre o “não estou preparada para um relacionamento sério” e o “reencontro com uma antiga paixão não totalmente esquecida”. E você, meu pobre amigo, se pergunta: por que?

Peço para que se sente, pois a resposta pode ser chocante: talvez você estivesse sendo bonzinho demais.

Da mesma forma que você, distraído como si só, na percebeu todo o processo que levou do flerte ao relacionamento “sério”, você também não percebeu que aos poucos já não estava mais saindo com seus amigos, que aos poucos ligava demais para a namorada, que aos poucos dizer “eu te amo” era mais comum que dizer “bom dia”, e que, por fim, você falou em casamento e que até já a via como mãe de seus 11 futuros filhos.

Guardando os exageros para o lado bem-humorado da situação, os exemplos acima ocorrem em quantidades alarmantes.

O que vou dizer agora pode ser um pensamento particular ou limitado a uma minoria, mas penso honestamente que – e já falei isso aqui algumas vezes – que só deixamos de ser interessantes para as pessoas que estão do nosso lado quando começamos a deixar de ser nós mesmos.

Portanto, embora as atitudes citadas não denotem necessariamente um “erro de conduta”, acabam por mostrar um “você” diferente daquele que a conquistou.

Me digam se tiver errado mas as mulheres do século XXI (pelo menos as que valem a pena) não caem mais na história de “amor a primeira vista”, logo, você não se demonstrou como um homem submisso quando a conquistou naquele dia incrível. Não mesmo! Você foi audacioso, penetrou fundo (ops!) na mente da gata, fez com que ela externasse os próprios sentimentos, fez, mesmo que talvez inconscientemente, que ela também te visse como conquista. Você demonstrou seu valor, porra!!

E o que veio depois?

Sacou onde eu quero chegar?

Estou longe de querer que você seja um cafajeste insensível (o que não é redundância veja bem) ou um ogro porque “Igor falou que não posso demonstrar meus sentimentos”. Nada disso. Seja você mesmo. Ou melhor: seja, sempre, o cara que você foi quando a conquistou. Seja gentil sem ser melodramático. Seja carinhoso, mas não perca o charme. Seja fiel, mas não deixe de ser sedutor.

Seja dela, mas sem esquecer, sequer por um momento, quem você é!

Abaixo, algumas características que não definem, mas ajudam a identificar um homem submisso em potencial. Vejamos:

►Nunca namorou antes em plenos 20 e poucos anos de idade;

►Não sai com os amigos quando está namorando (ou quando sai, corta os assuntos para falar de sua “garota incrível”);

►Não conversa mais com as próprias amigas enquanto está namorando;

►Jura pra si mesmo enquanto jura para a namorada que nenhuma de suas amigas seria capaz de pegá-lo;

►Joga na cara da namorada que ela não pode sair com as amigas porque ele mesmo não sai mais com os amigos;

►Nas raras vezes em que sai com os amigos a leva junto;

►Fica puto com os caras quando eles conversam entre si sobre alguma mulher gostosa que passou na presença da namorada;

►Acredita nos motivos que a namorada dá pra não gostar das atitudes de um de seus amigos fazendo vista grossa para o fato de você mesmo ter feito bastante aquilo enquanto solteiro;

►Fica cheio de dedos quando transa porque acreditou quando ela disse que não gosta de uma pegada forte;

►Não conseguiu (pior, nem tentou) convencê-la de que dois dedos são melhores do que um;

►É sincero quando diz numa roda de amigos que mulher que gosta de dar é puta;

►Encrenca com as roupas da namorada, tendo-a conhecido usando decote e mini-saia;

►Já foi corno (ou vai ser mais em breve do que ele próprio pode imaginar);

►Depois do pé na bunda telefona para os amigos chamando-os pra sair, que só que saber de pegar e que tem que correr atrás do prejuízo;

►Como não podia deixar de ser, bêbado, no fim da noite, desabafa para os amigos que não entende porque ela o deixou.

Até mais ver!!!

Eu?

Minha foto
Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brazil

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